domingo, 1 de março de 2020


GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ

Tentarei durante este mês compartilhar o livro “GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ” (Edição de 1957). Este livro me foi dado pela saudosa Maria Zanon.




Autor: MONS. ASCÂNIO BRANDÃO

DUAS PALAVRAS.

Aí vai a segunda edição deste livro.

"GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ” é o título destas páginas, e só ele diz tudo. Trinta e um capítulos para meditações ou piedosas leituras do mês de Março. Fiz o possível para traduzir, em síntese, o que é preciso dizer quanto ao essencial e mais útil da glória e do poder do meu querido São José. Estudei em boas fontes, dos melhores teólogos josefinos, a doutrina que aí está. Evitei qualquer proposição menos segura, guiando-me pelos dois maiores mestres: o Cardeal Lepicier, no seu “Tractatus de Sto. Joseph”, e o Cardeal Vives y Tuto, na “Summa Josephina”.
Julgo que quanto aí escrevi da glória e do poder de São José, pode ser aceito com segurança. Quanto aos exemplos ou fatos extraordinários, deixo aqui a declaração a que somos obrigados pelo decreto do Papa Urbano VIII. Merecem elas uma fé simplesmente humana e em nada quero ter a pretensão de me adiantar aos juízos da Santa Igreja.
Este livrinho desperte, em muitos corações, uma ardente devoção a São José e uma confiança ilimitada no seu poder, que, como o de Maria, é também nas devidas proporções: — omnipotentia suplex — a onipotência suplicante.
Meus leitores queridos: se estas páginas vos afervorarem um pouco mais na devoção a São José, lembrai-vos em vossas orações de quem as escreveu com este único fim: obter do Santo Patriarca uma só graça e a maior das graças — a perseverança final, uma santa morte!
MONS. ASCÂNIO BRANDÃO

1º de Março

O MÊS DE SÃO JOSÉ

O MÊS DOS LÍRIOS.

Consagramos dois meses no ano à devoção a Maria: o lindo mês de Maio e o mês de Outubro do Santíssimo Rosário. Em Junho, nossa alma se afervora na devoção ao Sacratíssimo Coração de Jesus. Nos últimos tempos, a devoção a São José tomou grande incremento, sobretudo depois que Pio IX entregou ao Santo Patriarca o patrocínio da Igreja universal. Louvamos a Mãe de Deus, realizando a profecia do “Magnificai”: — Beatam me dicent omnes generationes — Todas as gerações me hão de chamar bem-aventurada. Em Março cumpre-se outro oráculo sagrado: — “Qui custos est Domini sui glorificabitur” — Glorificamos aquele que mereceu ser o guarda do seu Senhor.
A devoção a São José cresce quanto mais também no mundo vai se desenvolvendo e afervorando a devoção a Maria. Nota-se que desde a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, o culto josefino foi se propagando talvez como nunca em outros séculos. “O que Deus uniu, o homem não separe.” Nosso Senhor quis associar José aos mistérios da vida do Salvador e uniu Maria e José nos laços do matrimônio virginal, para que ambos, com Jesus, formassem a Trindade da terra, à semelhança da Trindade  celeste. Há um mês de Maria; deveria também ser honrado, em um mês, o Santíssimo José.
Março traz-nos a festa do Santo Patriarca. Era justo fosse, também, o mês do Santo Esposo de Maria e Pai adotivo de Jesus Cristo.
Louvar a Maria disse Gerson, é louvar a Jesus; e louvar a José, é louvar a, Jesus e Maria.
Todo este belo mês é consagrado ao culto e ao nosso afervoramento na devoção a São José. Vamos honrar o maior dos santos, nestes trinta e um dias de bênçãos e de graças do céu. Esta devoção, caríssima a tantos fiéis em todo universo, há de crescer sempre mais. Onde se louvem a Jesus e Maria, seja louvado também São José. Ressoem, em honra de tão grande santo, os cânticos do povo cristão: “Te cuncti resonent christianorum chori.”
O mês de Maria é o mês das flores, o mês do Rosário o das rosas do Santo Rosário, o mês de Junho o mês dos frutos da Santidade, o outono de nossa piedade cada ano, e o mês de Março o mês dos lírios de São José.
Vamos pois, com todo fervor, aproveitar estes dias de graça e de salvação.

ORIGEM DO MÊS DE SÃO JOSÉ.
A devoção ao Santo Patriarca, diremos mais adiante, esteve já por longos séculos, senão ignorada e desconhecida, pelo menos sem o brilho dos últimos tempos e o fervor e entusiasmo de hoje. Agora, porém, em todo universo a Igreja canta e celebra com esplendores as glórias do Santo Esposo de Maria. Duas belas festas litúrgicas em sua honra: a de 19 de Março e a do Patrocínio, na quarta feira depois do segundo domingo da Páscoa. Erguem-se majestosos santuários, escrevem-se tratados teológicos e obras admiráveis de erudição e piedade sobre as glórias e prerrogativas singulares do grande santo. Há, em todo mundo, um afervoramento na bela devoção. Era justo que também se escolhesse um mês para São José. E este não tardou.
A prática do mês josefino é recente. Teve origem na Itália e principalmente na Cidade Eterna. O povo romano sempre consagrou especial devoção a São José e, assim, não se contetava em honrar o grande santo apenas em sua festa litúrgica. Sendo Março o mês da festa do Santo Patriarca, resolveram algumas almas piedosas, unidas, celebrarem cada dia do belo mês com uma prática devota.
Em breve o Santo Padre, o Papa, abençoa e incentiva a propaganda desta devoção.
Da Itália, onde se difundiu rapidamente no século passado em todo o país, o mês de São José se introduziu com entusiasmo na França, e depois, levado pelas missionárias ao Oriente e ao mundo todo, tornou-se universal. Agora a Igreja o deseja, cada ano, celebrado com mais fervor.
Sua Santidade Leão XIII, tão devoto de São José, o recomendou a todo universo. Os últimos Pontífices o enriqueceram de indulgências. Podem-se lucrar as seguintes indulgências: Sete anos cada dia e indulgência plenária no fim do mês, quando os fiéis assistirem, pelo menos dez vezes, aos exercícios feitos numa igreja, e todos os dias quando feitos em particular. (P.P.O. 466.) Nenhuma oração é determinada para lucrar estas indulgências, exceto as orações pelo Santo Padre para lucrar a indulgência plenária no fim do mês. Qualquer ato de piedade em honra de São José é suficiente. Se em Março não se puder fazer o mês de São José, lucram-se as mesmas indulgências em qualquer outro mês, havendo natural mente algum impedimento. Todavia, mesmo sem qualquer motivo, e por simples devoção ou comodidade, lucram-se todas as indulgências se, como fazem em alguns lugares, começarem o mês de São José em 16 ou 17 de Fevereiro para terminá-lo na festa de 19 de Março.

EXEMPLO

Santa Teresa salva por São José
A grande santa nada empreendia sem se recomendar a São José. Foi a grande apóstola e como que restauradora do fervor e devoção ao culto josefino nos últimos tempos. Numa das suas viagens, dirigia-se a santa com algumas Irmãs a uma cidade da Espanha, onde iria fundar mais um mosteiro em honra de São José. O carro, puxado a cavalos, atravessava uma região montanhosa, em estrada cercada de precipícios. O condutor perdeu as rédeas num alto, e os cavalos, assustados, se precipitaram montanha abaixo. Iam na direção de um enorme precipício. Santa Teresa, ao perceber o horror em que se achavam as Irmãs, disse-lhes, com voz firme e confiante:
        Minhas filhas, aqui só existe um meio de escapar da morte: é recorrer a São José e implorar-lhe a proteção.
E bradaram, confiantes, por São José.
De repente, ouve-se uma voz forte, enérgica:
        Parem! parem! parem! Se derem mais um passo, todos morrerão!
Imediatamente os cavalos estacaram.
        De que lado havemos de seguir? perguntam os carmelitas.
A voz responde:
        Por tal caminho, que é mais seguro e menos perigoso.
E os cavalos tomaram logo a direção da estrada indicada. Estavam fora do perigo.
Procuraram quem lhes falava e onde estava o benfeitor que os salvou, e a cuja voz os cavalos estacaram.
Não viram por ali um ente humano. Toda pesquisa fora inútil. Então, pela estrada, Santa Teresa disse às suas filhas:
        Em vão procuramos nosso salvador do perigo. Quem nos salvou foi nosso Pai São José!
Cheia de confiança, a grande santa nunca empreendeu viagem ou negócios sem pedir a proteção de São José.

4 comentários:

  1. Tem como mandar a novena de São José?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. NOVENA A SÃO JOSÉ
      Glorioso São José, que fostes exaltado pelo Eterno Pai, obedecido pelo Verbo Encarnado, favorecido pelo Espírito Santo e amado pela Virgem Maria, louvo e bendigo a Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos enriqueceu. Sois poderosíssimo e jamais se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a vós e fosse por vós desamparado. Sois o Consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado dos pecadores. Acolhei, pois, com bondade paternal a quem vos invoca com filial confiança e alcançai-me as graças que vos peço nesta novena... Eu vos escolho por meu especial Protetor. Sede, depois de Jesus e Maria, minha consolação nesta terra, meu refúgio nas desgraças, meu guia nas incertezas, meu conforto nas tribulações, meu pai solícito em todas as necessidades. Obtende-me, finalmente, como coroa dos vossos favores uma boa e santa morte, na graça de Nosso Senhor. - Pai-nosso, Ave Maria e Glória ao Pai

      Excluir