GLÓRIA E
PODER DE SÃO JOSÉ
Tentarei
durante este mês compartilhar o livro “GLÓRIA
E PODER DE SÃO JOSÉ” (Edição de 1957). Este livro me foi dado pela saudosa
Maria Zanon.
Autor: MONS.
ASCÂNIO BRANDÃO
DUAS
PALAVRAS.
Aí vai a
segunda edição deste livro.
"GLÓRIA
E PODER DE SÃO JOSÉ” é o título destas
páginas, e só ele diz tudo. Trinta e um capítulos para meditações ou piedosas
leituras do mês de Março. Fiz o possível para traduzir, em síntese, o que é
preciso dizer quanto ao essencial e mais útil da glória e do poder do meu
querido São José. Estudei em boas fontes, dos melhores teólogos josefinos, a
doutrina que aí está. Evitei qualquer proposição menos segura, guiando-me pelos
dois maiores mestres: o Cardeal Lepicier, no seu “Tractatus de Sto. Joseph”, e
o Cardeal Vives y Tuto, na “Summa Josephina”.
Julgo que quanto aí escrevi da glória e do poder de
São José, pode ser aceito com segurança. Quanto aos exemplos ou fatos
extraordinários, deixo aqui a declaração a que somos obrigados pelo decreto do
Papa Urbano VIII. Merecem elas uma fé simplesmente humana e em nada quero ter a
pretensão de me adiantar aos juízos da Santa Igreja.
Este livrinho desperte, em muitos corações, uma ardente
devoção a São José e uma confiança ilimitada no seu poder, que, como o de
Maria, é também nas devidas proporções: — omnipotentia suplex — a onipotência
suplicante.
Meus leitores queridos: se estas páginas vos afervorarem
um pouco mais na devoção a São José, lembrai-vos em vossas orações de quem as
escreveu com este único fim: obter do Santo Patriarca uma só graça e a maior
das graças — a perseverança final, uma santa morte!
MONS. ASCÂNIO BRANDÃO
1º de Março
O MÊS DE SÃO
JOSÉ
O MÊS DOS
LÍRIOS.
Consagramos dois meses no ano à devoção a Maria: o
lindo mês de Maio e o mês de Outubro do Santíssimo Rosário. Em Junho, nossa
alma se afervora na devoção ao Sacratíssimo Coração de Jesus. Nos últimos
tempos, a devoção a São José tomou grande incremento, sobretudo depois que Pio
IX entregou ao Santo Patriarca o patrocínio da Igreja universal. Louvamos a Mãe
de Deus, realizando a profecia do “Magnificai”: — Beatam me dicent omnes
generationes — Todas as gerações me hão de chamar bem-aventurada. Em Março cumpre-se
outro oráculo sagrado: — “Qui custos est Domini sui glorificabitur” —
Glorificamos aquele que mereceu ser o guarda do seu Senhor.
A devoção a São José cresce quanto mais também no
mundo vai se desenvolvendo e afervorando a devoção a Maria. Nota-se que desde a
proclamação do dogma da Imaculada Conceição, o culto josefino foi se propagando
talvez como nunca em outros séculos. “O que Deus uniu, o homem não separe.”
Nosso Senhor quis associar José aos mistérios da vida do Salvador e uniu Maria
e José nos laços do matrimônio virginal, para que ambos, com Jesus, formassem a
Trindade da terra, à semelhança da Trindade
celeste. Há um mês de Maria; deveria também ser honrado, em um mês, o
Santíssimo José.
Março traz-nos a festa do Santo Patriarca. Era justo fosse,
também, o mês do Santo Esposo de Maria e Pai adotivo de Jesus Cristo.
Louvar a Maria disse Gerson, é louvar a Jesus; e
louvar a José, é louvar a, Jesus e Maria.
Todo este belo mês é consagrado ao culto e ao nosso
afervoramento na devoção a São José. Vamos honrar o maior dos santos, nestes
trinta e um dias de bênçãos e de graças do céu. Esta devoção, caríssima a
tantos fiéis em todo universo, há de crescer sempre mais. Onde se louvem a
Jesus e Maria, seja louvado também São José. Ressoem, em honra de tão grande
santo, os cânticos do povo cristão: “Te cuncti resonent christianorum chori.”
O mês de Maria é o mês das flores, o mês do Rosário o
das rosas do Santo Rosário, o mês de Junho o mês dos frutos da Santidade, o
outono de nossa piedade cada ano, e o mês de Março o mês dos lírios de São
José.
Vamos pois, com todo fervor, aproveitar estes dias de
graça e de salvação.
ORIGEM DO
MÊS DE SÃO JOSÉ.
A devoção ao Santo Patriarca, diremos mais adiante,
esteve já por longos séculos, senão ignorada e desconhecida, pelo menos sem o
brilho dos últimos tempos e o fervor e entusiasmo de hoje. Agora, porém, em
todo universo a Igreja canta e celebra com esplendores as glórias do Santo
Esposo de Maria. Duas belas festas litúrgicas em sua honra: a de 19 de Março e
a do Patrocínio, na quarta feira depois do segundo domingo da Páscoa. Erguem-se
majestosos santuários, escrevem-se tratados teológicos e obras admiráveis de
erudição e piedade sobre as glórias e prerrogativas singulares do grande santo.
Há, em todo mundo, um afervoramento na bela devoção. Era justo que também se
escolhesse um mês para São José. E este não tardou.
A prática do mês josefino é recente. Teve origem na
Itália e principalmente na Cidade Eterna. O povo romano sempre consagrou
especial devoção a São José e, assim, não se contetava em honrar o grande santo
apenas em sua festa litúrgica. Sendo Março o mês da festa do Santo Patriarca,
resolveram algumas almas piedosas, unidas, celebrarem cada dia do belo mês com
uma prática devota.
Em breve o Santo Padre, o Papa, abençoa e incentiva a
propaganda desta devoção.
Da Itália, onde se difundiu rapidamente no século
passado em todo o país, o mês de São José se introduziu com entusiasmo na
França, e depois, levado pelas missionárias ao Oriente e ao mundo todo,
tornou-se universal. Agora a Igreja o deseja, cada ano, celebrado com mais
fervor.
Sua Santidade Leão XIII, tão devoto de São José, o
recomendou a todo universo. Os últimos Pontífices o enriqueceram de
indulgências. Podem-se lucrar as seguintes indulgências: Sete anos cada dia e
indulgência plenária no fim do mês, quando os fiéis assistirem, pelo menos dez vezes,
aos exercícios feitos numa igreja, e todos os dias quando feitos em particular.
(P.P.O. 466.) Nenhuma oração é determinada para lucrar estas indulgências,
exceto as orações pelo Santo Padre para lucrar a indulgência plenária no fim do
mês. Qualquer ato de piedade em honra de São José é suficiente. Se em Março não
se puder fazer o mês de São José, lucram-se as mesmas indulgências em qualquer
outro mês, havendo natural mente algum impedimento. Todavia, mesmo sem qualquer
motivo, e por simples devoção ou comodidade, lucram-se todas as indulgências
se, como fazem em alguns lugares, começarem o mês de São José em 16 ou 17 de
Fevereiro para terminá-lo na festa de 19 de Março.
EXEMPLO
Santa Teresa
salva por São José
A grande santa nada empreendia sem se recomendar a São
José. Foi a grande apóstola e como que restauradora do fervor e devoção ao
culto josefino nos últimos tempos. Numa das suas viagens, dirigia-se a santa
com algumas Irmãs a uma cidade da Espanha, onde iria fundar mais um mosteiro em
honra de São José. O carro, puxado a cavalos, atravessava uma região
montanhosa, em estrada cercada de precipícios. O condutor perdeu as rédeas num
alto, e os cavalos, assustados, se precipitaram montanha abaixo. Iam na direção
de um enorme precipício. Santa Teresa, ao perceber o horror em que se achavam
as Irmãs, disse-lhes, com voz firme e confiante:
— Minhas
filhas, aqui só existe um meio de escapar da morte: é recorrer a São José e
implorar-lhe a proteção.
E bradaram, confiantes, por São José.
De repente, ouve-se uma voz forte, enérgica:
— Parem!
parem! parem! Se derem mais um passo, todos morrerão!
Imediatamente os cavalos estacaram.
— De que
lado havemos de seguir? perguntam os carmelitas.
A voz responde:
— Por tal
caminho, que é mais seguro e menos perigoso.
E os cavalos tomaram logo a direção da estrada
indicada. Estavam fora do perigo.
Procuraram quem lhes falava e onde estava o benfeitor
que os salvou, e a cuja voz os cavalos estacaram.
Não viram por ali um ente humano. Toda pesquisa fora
inútil. Então, pela estrada, Santa Teresa disse às suas filhas:
— Em vão
procuramos nosso salvador do perigo. Quem nos salvou foi nosso Pai São José!
Cheia de confiança, a grande santa nunca empreendeu
viagem ou negócios sem pedir a proteção de São José.

Tem como mandar a novena de São José?
ResponderExcluirNOVENA A SÃO JOSÉ
ExcluirGlorioso São José, que fostes exaltado pelo Eterno Pai, obedecido pelo Verbo Encarnado, favorecido pelo Espírito Santo e amado pela Virgem Maria, louvo e bendigo a Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos enriqueceu. Sois poderosíssimo e jamais se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a vós e fosse por vós desamparado. Sois o Consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado dos pecadores. Acolhei, pois, com bondade paternal a quem vos invoca com filial confiança e alcançai-me as graças que vos peço nesta novena... Eu vos escolho por meu especial Protetor. Sede, depois de Jesus e Maria, minha consolação nesta terra, meu refúgio nas desgraças, meu guia nas incertezas, meu conforto nas tribulações, meu pai solícito em todas as necessidades. Obtende-me, finalmente, como coroa dos vossos favores uma boa e santa morte, na graça de Nosso Senhor. - Pai-nosso, Ave Maria e Glória ao Pai
Parabéns pelo blog!
ResponderExcluirParabéns Edino!!!
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