17
de Março
SÃO
JOSÉ PATRONO E MODELO DOS OPERÁRIOS
MODELO
DOS OPERÁRIOS.
Operário e modelo dos operários. Foi
pobre e humilde carpinteiro. Não é Ele o
filho do carpinteiro? perguntam os judeus ao verem Jesus a fazer tantos prodígios.
Viveu José na oficina. Teve as mãos calejadas no rude labor. Sustentou a
Família Sagrada com o suor da sua fronte. A arte cristã representa, numa
variedade admirável de telas e esculturas, o Santo Patriarca no trabalho. Viveu
na luta e no sacrifício do operário pobre, desprotegido e sofredor.
Nenhum operário, no entanto, teve como
José uma honra: trabalhar, para sustentar com o suor de sua fronte, Aquele que
de ninguém tem necessidade e no entanto quis ter fome, quis sofrer como pobre para
ser alimentado e vestido e sustentado por São José, seu Pai nutrido. A esmola e
todas as obras de misericórdia são meritórias, porque Jesus Cristo como que se
encarna no pobre, numa eucaristia de caridade, para dizer: “A Mim o fizeste.”
Socorremos o pobre, mas o pobre é Jesus aos olhos de nossa fé. Lá, na santa
casa de Nazaré, se realizava à letra o que disse Nosso Senhor: Tive fome e me destes de comer, tive sede e
me destes de beber. Deus teve fome, teve sede, e quem o socorreu e
sustentou foi São José! Eis porque o trabalho do Santo Patriarca já teve o mais
nobre fim, o mais elevado, o mais santo que já houve na terra. Houve mais
perfeito modelo de operário?
Exemplar
opificun — modelo de operário, é como o invocamos nas ladainhas. Adão pecou
e ouviu a sentença: “Comerás o pão com o
suor do teu rosto.” O trabalho veio ao mundo como consequência, ou melhor,
como penitência do pecado. Nosso Divino Redentor veio para nos salvar, e
criando a Santa Família de Nazaré para modelo da humanidade redimida,
santificou, dignificou, divinizou o trabalho, fazendo-se operário na oficina de
São José! “Nada de nobre e digno pode vir de uma oficina operária”, diziam os
romanos enfatuados, pela boca de Cícero. O trabalho era de escravos, desprezado
e humilhante. A oficina pobre de José, o carpinteiro santíssimo, e do operário
divino, Jesus Cristo, aquela oficina trouxe uma renovação do mundo pela
dignificação do trabalho e do operário cristão.
PATRONO DOS OPERÁRIOS.
Leão XIII, o Papa dos operários e das
luminosas Encíclicas sociais, e sobretudo da Rerum Novarum, apresenta-nos São
José como Patrono de todas as condições da vida humana, de todas as idades e estados
de vida, mas principalmente como Patrono dos operários. Na verdade, diz o
grande Pontífice, há razão para que todos, seja qual for a sua condição e
lugar, se ponham sob a proteção do Bem-aventurado José, confiem nele e a ele se
recomendem. Porque têm os pais de família, em José, a mais excelente norma da
vigilância e providências paternais; têm os esposos um modelo de amor e
fidelidade conjugais; têm as virgens um exemplar e um protetor da virgindade.
Os que nasceram em berços da nobreza e sentiram os golpes rudes da adversidade da
fortuna, vejam em São José a imagem da grandeza d’alma com que devem ficar.
Compreendam os ricos quais são os bens que hão de procurar e buscar com todas
as forças. Porém os proletários, os
operários, quantos vivem deserdados, devem, de modo singular e com direito
próprio, recorrer a José e tomar dele o que hão de imitar. (Leão XIXI — “ Quam quam pluries ”.)
Outro Papa, Bento XV, assim fala: “Para que os operários, e todos quantos
ganham o seu sustento no trabalho, se conservem imunes do contágio do socialismo,
a todos propomos encarecidamente a São José como modelo a quem devem imitar, e
como Patrono a quem devem venerar.” (Motu
próprio de 25 de Julho de 1920.). E a voz da Igreja, a voz de Cristo Nosso
Senhor a nos indicar o Patrono das classes laboriosas e o modelo a imitar.
Nos últimos tempos, nestes dias
trágicos em que o comunismo tira as últimas conseqüências de suas nefastas
teorias e tenta avassalar o mundo,
ainda
um Papa, S. S. Pio XI, de saudosa memória, veio nos dizer quais os perigos, e
entre os remédios contra o mal aponta-nos o exemplo e a devoção a São José. Para assegurar a paz de Cristo no reino de
Cristo, diz o Papa, (Divini Redemptoris.)
colocamos a grande ação da Igreja
Católica contra o comunismo ateu mundial sob a proteção do poderoso Protetor da
Igreja, São José. Pertenceu ele à classe operária e sentiu o peso da pobreza em
si e na Família Sagrada, da qual era o Chefe solícito e abnegado. A São José foi
confiado o Deus-Menino, quando Herodes enviou sicários para o matar. Com uma
vida de fidelíssimo cumprimento do dever quotidiano, deixou um exemplo de vida
a todos. Deixou um exemplo de vida a todos que ganham o pão com o trabalho de
suas mãos.”
E
X E M P L O
O
velho José
As Irmãzinhas dos Pobres fundaram, em
Barcelona, a sua primeira casa na Espanha. Num casarão pobre estabeleceram um
Asilo de Velhos. A princípio recebiam só mulheres. Um dia, lhes aparece um
velho em andrajos, trêmulo, em estado de extrema miséria. Pedia um abrigo. De
há muito vagava pelas ruas, sem teto e sem pão. Com cerca de oitenta anos, o
infeliz só esperava a morte num recanto onde pudesse se abrigar.
— Não há lugar aqui, diz-lhe a Madre
Superiora; só recebemos mulheres. Como se chama?
— Meu nome é José.
— José! José! murmura a boa Madre, e
toma logo uma resolução: pois receberei o velho, custe-me os maiores
sacrifícios. Seja tudo por amor de São José. Como hei de abandonar um miserável
que traz o nome de nosso Santo Patrono? E dá ordem a uma das Irmãs:
— Minha Irmã, saia já e compre roupa e
o necessário para êste velhinho.
Imediatamente soa a campainha da
portaria. Entregam um pacote enorme. Abrem-no. É um terno de roupa nova para
homem e muitas outras
peças
necessárias de vestuário, cama, etc.. O bom velhinho sorria, feliz. E nunca
mais São José deixou faltar coisa alguma no Asilo. Dentro em breve
levantam
o pavilhão dos homens e a Instituição se torna uma das maiores e mais famosas.
Nasceu e se desenvolveu sob o proteção
de São José.

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