sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

NOVENA EM HONRA DE SÃO BRÁS

 


V. Deus, vinde em minha ajuda.

R. Apressai-Vos Senhor, em me  socorrer.

V. Glória ao Padre e ao Filho e ao Espírito Santo

R. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

Oração Preparatória:

 

    Esclarecido prelado e Mártir São Brás, esperança de quem vos invoca e fortaleza daquele que vos procura: eu, ainda que indigno servo por causa das minhas culpas, com toda reverência, invoco o vosso eficaz patrocínio, pedindo-vos infundir em meu coração o amor ardente das vossas virtudes para com Deus. Faça com que eu não seja daqueles que tendo entrado no caminho da perfeição desalentam e deixam de segui-Lo por indiferença; não permitais, meu Santo Protetor, que tal suceda, mas antes, que prossiga nele, e que mediante a vossa intercessão consiga um grande arrependimento dos meus pecados, e alcance quanto vos peço nesta novena, a fim de obter, depois da morte, a glória eterna, para convosco, ó mártir São Brás, louvar a Deus por todos os séculos. Amém.

 

    1º dia

Ó São Brás gloriosíssimo,

Todo mundo assegura.

Que os males da garganta

Acham em Vós pronta cura.

 

Ó São Brás gloriosíssimo,

Que habitais a corte santa.

Rogai a Deus que nos livre,

Das doenças da garganta.

 (Padre Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai)

 

    2º dia

Ó São Brás gloriosíssimo,

Tesouro de caridade.

Preservai-me de sofrer,

Na garganta enfermidade.

 

Ó São Brás gloriosíssimo,

Que habitais a corte santa.

Rogai a Deus que nos livre,

Das doenças da garganta.

 (Padre Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai)

 

    3º dia

Ó São Brás gloriosíssimo,

Que fostes martirizado.

Pedi a Deus que eu não seja,

Do garrotilho atacado.

 

Ó São Brás gloriosíssimo,

Que habitais a corte santa.

Rogai a Deus que nos livre,

Das doenças da garganta.

 

(Padre Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai)

 

    4º dia

Ó São Brás gloriosíssimo,

Mártir da lei divina.

Rogai a Deus me conceda,

Nas doenças, cura inteira.

 

Ó São Brás gloriosíssimo,

Que habitais a corte santa.

Rogai a Deus que nos livre,

Das doenças da garganta.

 (Padre Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai)

 

    5º dia

Ó São Brás gloriosíssimo,

Grande espelho de virtude.

Pedi a Deus que me dê,

Na alma e no corpo saúde.

 

Ó São Brás gloriosíssimo,

Que habitais a corte santa.

Rogai a Deus que nos livre,

Das doenças da garganta.

 

(Padre Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai)

 

 

    6º dia

Ó São Brás gloriosíssimo,

Justo, puro e inocente.

Solicitai do Altíssimo,

Seja comigo indulgente.

 

Ó São Brás gloriosíssimo,

Que habitais a corte santa.

Rogai a Deus que nos livre,

Das doenças da garganta.

 (Padre Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai)

 

 

    7º dia

Ó São Brás gloriosíssimo,

Valei-me nas aflições.

Dai-me lá no céu o despacho,

Às minhas deprecações.

 

Ó São Brás gloriosíssimo,

Que habitais a corte santa.

Rogai a Deus que nos livre,

Das doenças da garganta.

 (Padre Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai)

 

 

    8º dia

Ó São Brás gloriosíssimo,

Vós que agradastes a Deus.

Indicai-me o bom caminho,

Que conduz direto aos céus.

 

Ó São Brás gloriosíssimo,

Que habitais a corte santa.

Rogai a Deus que nos livre,

Das doenças da garganta.

 (Padre Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai)

 

     9º dia

Ó São Brás gloriosíssimo,

Valei-me na minha morte.

Rogai a Deus me permita,

Alcançar eterna sorte.

 

Ó São Brás gloriosíssimo,

Que habitais a corte santa.

Rogai a Deus que nos livre,

Das doenças da garganta.

 (Padre Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai)

 

Oferecimento

    Recebei, ó São Brás, estas preces e orações, e aceitai-as e valei-nos nas duras tribulações. Nós, sempre em vós pusemos muita fé e muito amor. Contra as doenças do corpo, sede nosso protetor. Quando a vida nos faltar, tende piedade de nós. Rogai a Deus que nos dê o reino da salvação.

 

ORAÇÃO A SÃO BRÁS

    Ó bem-aventurado são Brás, que recebestes de Deus o poder de proteger os homens contra as doenças da garganta e outros males, afastai de mim a doença que me aflige, conservai a minha garganta sã e perfeita para que eu possa falar corretamente e assim proclamar e cantar os louvores de Deus.

         Eu vos prometo São Brás, que a fala que sair da minha garganta será sempre:

De verdade e não de mentira.

De justiça e não de calúnias.

De bondade e não de aspereza.

De compreensão e não de intransigência.

De perdão e não de condenação.

De desculpa e não de acusação.

De respeito e não de desacato.

De conciliação e não de intriga.

De calma e não de irritação.

De desapego e não de egoísmo.

De edificação e não de escândalo.

De ânimo e não de derrotismo.

De conformidade e não de lamúrias.

De amor e não de ódio.

De alegria e não de tristeza.

De fé e não de descrença.

De esperança e não de desespero.

         São Brás conservai minha garganta livre das doenças, para que minhas palavras possam louvar a Deus, meu criador, e agradecer a vós, meu protetor.

         Que Assim Seja.

 

 Benção de São Brás

          Per intercessionem Sancti Blasii, Episcopi et Martyris, liberet te Deus a malo guturis et a quolibet alio malo. In nomine Patris  et Filii et Spiritus Sancti. Amen.

 Tradução:

         Por intercessão de S. Brás, Bispo e Mártir, livre-te Deus do mal da garganta e de qualquer outra doença. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

 

 Sobre São Brás

    Escassos são os conhecimentos que temos de São Brás, Bispo de Sebaste, na Armênia, que sofreu o martírio, em 316, por ordem do governador Agricoláo, no império de Licínio ou Diocleciano. Depois de ter sido flagelado, foi pendurado num andaime e com pentes de ferro descarnaram-lhe os ossos. Os verdugos tentaram ainda afogá-lo e por fim degolaram-no com mais dois jovens companheiros.

    Nas atas do martírio de S. Eustáquio se lê que São Brás juntou com muita reverência os ossos deste Santo, bem como os de Santo Orestes, vítimas da cruel perseguição de Diocleciano.

    A festa de São Brás é dia de guarda na Igreja dos gregos. Antes de sua elevação ao episcopado exercera a medicina e dela se servia para o bem das almas. Muitas curas maravilhosas são atribuídas à sua fé e santidade. Entre os muitos milagres por ele operados figura este, de pelo sinal da cruz e sua oração ter salvo da morte um menino que engoliu uma espinha de peixe.

 (Extraído do Livro Na Luz Perpétua - Pe. João Batista Lehmann.)


quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

 

NOVENA EM HONRA DE SÃO SEBASTIÃO


 

BELO HORIZONTE

1985

 

IMPRIMA-SE

Pato de Minas, 30.03.1985

+ Dom José Scarso

Bispo Diocesano de Patos de Minas - MG

 

 

ORAÇÃO PREPARATÓRIA

 

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.

          R. E renovareis a face da terra.

 

    OREMOS:

    Deus, que ilustrastes os corações dos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei com que nos regulemos segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, nosso Senhor. R. Amém.

 

  ORAÇÃO

    Senhor, multiplicai, nos vos suplicamos,vossa bênção sobre vosso povo; os que Vos confortais com a frequente intercessão do vosso mártir S. Sebastião, continuem a ser cumulados dos vossos benefícios para que tenham a confiança de receber por meio dele, tanto o favor dos dons celestes como o conforto de um auxílio favorável.

    Fazei ainda, Senhor, que no meio das aflições que sofremos por expiação de nossos pecados, seja-nos dado alcançar pela intercessão de vosso bem aventurado mártir São Sebastião, aquilo que por nós mesmos não podemos lisonjear de merecer. Pelos merecimentos de Jesus Cristo, Senhor nosso. Amém.

 

PRIMEIRO DIA

A SUA VIDA NA CORTE

 

Nasceu S. Sebastião na cidade de Narbona, duma família ilustre. Os cuidados de que foi rodeado desde sua meninice, não foram infrutíferos, pois o Santo jovem, desde os mais tenros anos, correspondia sempre ao apelo da graça que o convidava para uma vida de verdadeira santidade. Deu prova de fortaleza cristã, quando se mudou para a cidade de Roma, onde rebentara uma perseguição tremenda contra os cristãos. Já naquele tempo sentiu·se atormentado pelo desejo de derramar seu sangue pelo nome de Jesus Cristo.

Conquanto Sebastião experimentasse decidida aversão pela carreira militar, as circunstancias foram causa de que se alistasse sob as bandeiras imperiais, vestindo-se das insígnias do uniforme militar.

Corria o ano de 284, época em que dois imperadores, Carino e Diocleciano, dividiam entre si o império romano, o primeiro reinando na Gália e o segundo em Roma. O imperador Carino, tinha colocado Sebastião no número de seus oficiais; e após a morte de Carino, Diocleciano conservou Sebastião no mesmo posto. Não tardou porém, que o imperador reconhecesse as belas qualidades de coração e de espírito de que seu súdito dava provas contínuas, pelo que lhe aumentou as honras, dando-lhe o comando da primeira corte das guardas pretorianas, encarregadas de vigiar ao redor do palácio. Gozava, pois, Sebastião de grande favor junto a Diocleciano e as portas do palácio lhe estavam abertas dia e noite.

A corte romana não primava pela pureza de costumes; bem ao contrário, era o palácio do imperador o teatro de toda a imoralidade e de todos os crimes; e a esta degeneração triste, sem dúvida, alude o Apóstolo S. Paulo, quando escreve aos cristãos de Roma, avisando-os a respeito dos perigos que os cercavam na capital do Império. “Como os pagãos não glorificavam a Deus, e adoravam as imagens de homens corruptíveis, de aves, de quadrúpedes e de répteis, eis que Deus os entregou às más concupiscências de seu coração e a imundície; ficaram cheios de toda a iniquidade, fornicação, malícia, maldade, avareza e crueldade”. Naquela corte, pois, onde grassavam todos os vícios e torpezas, onde se encontravam todas as seduções, Sebastião passou a maior parte da sua vida, mas jamais manchou sua alma casta e inocente, jamais afastou-se do caminho da virtude, jamais abandonou o culto do verdadeiro Deus, sempre unido a Jesus Cristo, sempre praticando as virtudes cristãs, sempre fiel à fé católica, sempre zeloso em aplicar-se a uma vida de verdadeira santidade. Era a um tempo militar intrépido e servo fiel de seu imperador, e discípulo obediente e fervoroso de Cristo.

Sigamos o exemplo do nosso Santo, triunfando de todos os perigos e seduções do mundo perverso, e roguemos-lhe que, nos obtenha a graça de conservar e defender intrepidamente até a hora de nossa morte a nossa santa fé católica.

 

         ORAÇÃO

    Deus onipotente, olhai para nossa fraqueza, e porque o peso da própria ação nos oprime, proteja-nos a intercessão gloriosa do Bem aventurado mártir, S. Sebastião.

 

SEGUNDO DIA

AUXÍLIO DOS CRISTÃOS

     Durante todo o tempo que S. Sebastião vivia na corte no desempenho de seu ofício de comandante das guardas imperiais, cuidava atentamente em ocultar a Diocleciano a religião que praticava. Não o fazia por receio dos suplícios ou da morte, nem tão pouco por causa de apego aos bens do mundo e à graça de seu chefe; o que lhe ditava esta conduta, era o desejo de poder mais facilmente proteger os cristãos, alentar a coragem dos que por causa da fé cristã eram presos, maltratados e trucidados, e fortalecer os que no meio dos suplícios estavam prestes a sucumbir à apostasia. Andava, pois, de casa em casa, sustentando na luta os fiéis, ensinando-lhes a desprezar os bens e as alegrias da terra para merecer as delícias do céu, inflamava os corações em santo desejo de morrer pelo nome de Cristo; e acompanhava ao lugar do suplício os mártires, exortando-os a perseverar na fé até à morte.

        Além disto, trabalhava incessantemente em converter os pagãos granjeando para Jesus Cristo número considerável de discípulos. Entre os que professavam a fé cristã, houve vários que vacilavam em suas resoluções de fidelidade a Jesus Cristo; outros tremiam entre as torturas e a morte. Informado deste perigo, Sebastião corria para eles, confirmando estes e alentando aqueles.

         A estes cuidados de Sebastião, há sobretudo dois cristãos que devem sua fidelidade até à morte. Chamavam-se Marcos e Marceliano. Além de grandes domínios e riquezas, ambos tinham esposa e filhos. Apenas foram presos por ordem do Imperador, e experimentaram os primeiros suplícios, que eram de grande crueldade, eis que os amigos e parentes, os próprios pais e filhos vieram assaltá-los com blandícias e promessas de recuperar a liberdade, com súplicas e lágrimas, para que renunciassem a fé cristã. O combate era rude e o coração dos dois mártires achava-se combalido por tudo quanto pode haver de mais irresistível e poderoso nesta vida. E os dois mártires, depois de haverem afrontado os suplícios, começaram a enfraquecer e pareciam sucumbir à apostasia. Nesta hora chega Sebastião, e recordando-lhes a brevidade desta vida terrestre e as glórias e delícias eternas que os esperam no céu, afinal alenta sua coragem e os prepara para o triunfo completo da sua fé. Sigamos o exemplo do nosso Santo e trabalhemos corajosamente para conservar na fidelidade à fé todos que foram confiados aos nossos cuidados.

 

    ORAÇÃO

    Deus onipotente, olhai para nossa fraqueza, e porque o peso da própria ação nos oprime, proteja-nos a intercessão gloriosa do Bem aventurado mártir, S. Sebastião.

 

TERCEIRO DIA

          O zelo com que S. Sebastião animava os Cristãos para que corajosamente sofressem o martírio e selassem com seu sangue a sua fé cristã, agradou sumamente ao céu, que se dignou de glorificar seu servo com muitos milagres.

Os mártires Marcos e Marceliano tinham sido conduzidos à casa do notário Nicóstrato, a cuja guarda tinham sido entregues. Ora, aconteceu que no momento em que Sebastião animava os dois mártires à fidelidade, a casa de Nicóstrato ficou iluminada duma luz brilhante e todos os presentes ficaram pasmados. No meio dessa luz apareceu Jesus Cristo acompanhado de sete anjos, e aproximando-se de S. Sebastião, deu-lhe o ósculo da paz, assegurando-lhe que estaria sempre com ele.

         Zoé, esposa de Nicóstrato, atacada por violenta enfermidade, havia já três anos que tinha perdido a fala. As exortações de Sebastião fizeram profunda impressão sobre aquela mulher, que adorava os ídolos, e esta impressão, o primeiro apelo da graça, não pouco cresceu pela luz brilhante de que ela vira circundado o servo de Deus.

         Desejava falar a Sebastião para manifestar-lhe o desejo que tinha de abraçar a Religião cristã, mas não podia. Comovido com os anelos de Zoé, o santo militar aproximou-se dela, fez-lhe o sinal da cruz sobre a boca, e a mulher recobrou imediatamente a fala. Testemunha desse milagre, o esposo de Zoé, Nicóstrato, lança-se aos pés do Santo, e com sua mulher pede o batismo.

         O carcereiro Cláudio, informado de todos esses acontecimentos, apressa-se a conduzir sua família à presença de Sebastião, que prepara a todos a receberem o batismo. Seguiram-se novos milagres. Um dos filhos de Cláudio era hidrópico e outro coberto de úlceras e ambos recobraram uma saúde perfeita, sem que conservassem vestígio algum de sua primeira enfermidade.

         Havia ainda Tranquilino, que sofria acessos de gota, tão dolorosa, que a custo se havia arrastado até a casa de Nicóstrato, apoiando-se ao braço de seus servos; desejava também receber o batismo. No momento, porém, que se aproximava da pia batismal, dava gritos de dor, tanto o atormentavam as horríveis torturas dessa cruel enfermidade. Mas Sebastião rezava por ele; e no instante em que a água batismal se derramava sobre ele, eis que as mãos, os joelhos e os pés, cujas articulações se achavam atrofiadas, recuperaram a elasticidade e vigor dos anos de sua juventude.

         Sigamos pois o exemplo de S. Sebastião; trabalhemos com zelo pela conversão dos pecadores, dos hereges, dos inimigos de Deus, e o céu favorecerá nossos esforços com milagres de sua graça.

 

         ORAÇÃO

    Deus onipotente, olhai para nossa fraqueza, e porque o peso da própria ação nos oprime, proteja-nos a intercessão gloriosa do Bem aventurado mártir, S. Sebastião.

 

QUARTO DIA

COMO S. SEBASTIÃO SOFREU HEROICAMENTE PELA FÉ CRISTÃ

          O nosso Santo tinha sido testemunha da coragem sobre-humana com que grande número de cristãos tinham derramado seu sangue no meio de suplícios horríveis pelo nome de Cristo; ele mesmo tinha infundido esta fortaleza a muitos de seus companheiros, animando-os com  palavras ardentes a morrer pela fé católica. Mais que natural que ele também ardesse em desejo de morrer por Jesus Cristo e unir-se aos santos mártires no céu. Seu desejo não tardou a ser satisfeito.

         Um infeliz apóstata, de nome Fabiano, deu parte ao Imperador Diocleciano de que Sebastião não obstante seu alto posto na corte, trabalhava incessantemente em converter os pagãos para a fé cristã e em manter a coragem dos cristãos. Diocleciano mandou logo chamá-lo, e censurou-lhe a pretendida ingratidão com que tinha pago os benefícios, introduzindo até em seu próprio palácio essa nova religião tão perniciosa no Estado ...

Respondeu Sebastião respeitosamente que a seu ver não podia prestar maior serviço ao Imperador e ao Estado do que adorando o verdadeiro Deus, e que estava tão distante de faltar ao seu dever, pelo culto que prestava a Jesus Cristo, quanto era certo que nada podia ser mais vantajoso ao Príncipe e ao Estado como ter vassalos fiéis, que, desprezando os falsos deuses, orassem incessantemente ao Criador do universo pela salvação de um e de outro.

         Irritado com essas palavras, ordenou o Imperador, sem outra forma de processo, que Sebastião fosse amarrado a um poste e atravessado com flechas pelos próprios soldados da guarda. Os executores imperiais por demais se mostraram fiéis ao cumprimento das ordens do Imperador; ataram Sebastião a um patíbulo no meio do campo, e fizeram cair sobre ele como que uma nuvem de flechas, de maneira que o intrépido mártir ficou todo coberto delas; em breve, o sangue espirra e corre em rios por todo o corpo. As forças vitais o vão desamparando, a cor do rosto se perde, os olhos se fecham, e a cabeça se inclina sobre o peito.

         Os soldados, julgando-o morto, se retiram, deixando o corpo do mártir em pleno campo, e voltam à casa. Lá pela alta noite, uma piedosa mulher vai procurar o corpo para dar-lhe sepultura honrosa; mas apenas toca respeitosamente o corpo do mártir, eis que percebe que o Santo está vivo ainda. Tira-lhe brandamente as setas, desata-lhe as cordas e o leva para sua casa, onde com a maior cautela lhe cura as feridas, e após pouco tempo, Sebastião vê-se outra vez com saúde e forças.

         Desta vez Deus preservara seu servo fiel da morte, destinando-o a mais outro glorioso martírio pelo seu santo nome.

         Aprendamos, pois, de S. Sebastião a sofrer generosamente pela defesa da nossa santa fé católica, prontos até a morrer, se preciso for, para dar prova de nossa fidelidade.

                    ORAÇÃO

         Deus onipotente, olhai para nossa fraqueza, e porque o peso da própria ação nos oprime, proteja-nos a intercessão gloriosa do Bem aventurado mártir, S. Sebastião.


QUINTO DIA

COMO S. SEBASTIÃO MORREU GENEROSAMENTE PELA FÉ EM CRISTO

         Os cristãos, vendo que Sebastião se havia restabelecido das graves feridas, exortavam-no a que provesse a sua segurança e se escondesse. Mas o amor de Deus não conhece esta prudência humana; desejava Sebastião glorificar seu Deus e sacrificar-se generosamente pelo amor Daquele que tinha morrido por ele na cruz.

         Inflamado, pois, por este desejo, Sebastião corre ao palácio imperial e apresenta-se ao Imperador, esperando-o na escada que este devia descer. Logo que Diocleciano se apresentou, o santo mártir lhe dirigiu animosamente a palavra, expondo-lhe que andava enganado adorando os falsos deuses e perseguindo os cristãos. O Imperador, surpreendido de ver assim em pessoa, um homem que julgava morto, exclamou no excesso de sua surpresa: “Como? Havíamos ordenado que fosses morto a flechas?”  “Nosso Senhor, replicou Sebastião, dignou-se chamar-me de novo à vida, para que eu viesse, na presença de todo o povo, protestar contra a iniquidade e barbaridade da perseguição que ateastes contra os servos de Jesus Cristo.

         Diocleciano, conquanto visse diante de si um homem como que ressuscitado da morte, permaneceu em sua obstinação; sua resposta foi mandar conduzir o herói de Jesus Cristo ao hipódromo do palácio, onde o fizeram exalar, a força de repetidos golpes de bastão, o último alento. Aproximam-se os algozes, e começam logo a açoitar o Santo de modo tão bárbaro e desumano, que a carne lhe caía aos pedaços.

         No meio de tão horrível suplício, Sebastião, inflamado do desejo ardente de unir-se a Jesus Cristo pela morte, nem um só instante desviava seu espírito do céu, até que afinal pôde, em paz, entregar sua alma nas mãos do seu Criador.

         Durante a noite os algozes levaram o corpo, que lançaram numa cloaca, onde ficou suspenso por um gancho; estavam com receio de que os cristãos lhe deferissem as honras do martírio. Deus, porém não permitiu que os despojos mortais de seu servo fossem sepultados em lugar ignominioso; e Sebastião apareceu durante o sono a uma dama de muita virtude, chamada Lucina, a quem mandou que o fosse tirar e o enterrasse no cemitério de Calixto, aos pés dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo.

         Sigamos as pegadas do santo mártir, e defendamos o tesouro da nossa fé católica à custa até de nossa vida e sangue, lembrando-nos das palavras de S. Paulo, que as tormentas desta vida não são nada, se forem comparados com a glória e as delicias que nos esperam na eternidade.

     ORAÇÃO

                   Deus onipotente, olhai para nossa fraqueza, e porque o peso da própria ação nos oprime, proteja-nos a intercessão gloriosa do Bem aventurado mártir, S. Sebastião.

 

SEXTO DIA

COMO A IGREJA GLORIFICOU SEU SERVO

     Aos olhos da fé, a vida dos Santos começa no momento em que expiram. Se considerarmos a antiguidade do culto de S. Sebastião, a imensa celebridade do seu nome, a veneração, a fé e a devoção que os povo sempre tributaram à sua memória acharemos poucos Santos que a ele se possam comparar.

         O primeiro monumento da glória do nosso Santo é o título de defensor da Igreja que o Papa S. Caio criou para recompensar seu zelo e porque ele a sustentou tão dignamente pela constância de seu martírio.

         Os Santos Padres têm celebrado com entusiasmo as exímias virtudes de S. Sebastião. S. Ambrósio o apresenta aos fiéis como modelo de verdadeiro cristão, e S. Gregório Magno deu grande incremento a devoção dos fiéis para com o santo mártir. Já desde então, os devotos começaram a construir capelas e igrejas em honra dele, e o aniversário de sua morte foi celebrado com grande solenidade.

         Na cidade de Roma, na via Ápia, eleva-se a basílica de S. Sebastião, célebre não só em Roma, mas em todo o universo. Construída no VI século, foi restaurada completamente no princípio do VIII século. Em 1612 foi reconstruída e enriquecida de beleza e esplendor indizíveis. Sucedeu, então, um milagre que veio provar quanto estas piedosas reconstruções eram gratas ao Santo.

         O Papa Gregório III tinha encerrado o corpo de S. Sebastião num túmulo de mármore, que formava o altar. Quando mais tarde pessoas devotas quiseram levantar o pavimento da basílica, era preciso elevar também o túmulo do Santo acima do altar. No instante que os pedreiros deram mãos à obra, eis que todo o edifício parecia estremecer e tremer, e os operários fugiram espavoridos; o sacerdote, que presidia as obras, os exortou a que rezassem perante o Ss. Sacramento e tornassem a por mãos à obra. Obedeceram, e o túmulo pareceu elevar-se por si mesmo. Além desta basílica, a cidade de Roma conta mais três igrejas construídas em honra de S. Sebastião e a cidade de Milão, pátria do santo mártir e berço de sua infância, seguindo o exemplo de Roma, construiu igualmente magnífico templo em sua honra. Quando em 1575 a cidade de Milão foi assolada pela peste, que fazia grande número de vítimas, seus habitantes fizeram voto de edificar de novo a igreja de S. Sebastião, de jejuar na véspera de sua festa e de oferecer ao Santo um vaso de grande preço, destinado a servir de relicário, o que tudo se executou pelas diligências de S. Carlos Borromeu.

         Seria difícil enumerar todos os Santuários erigidos em honra do nosso santo Mártir. Certo é que a Sta. Igreja Católica sempre tem tributado a S. Sebastião homenagens extraordinárias e um culto, que no curso dos séculos se espalhou pelo mundo inteiro.

         Tributemos nós também as homenagens de nossa devoção ao santo Mártir a fim de que, do alto dos céus, ele nos proteja e defenda contra todos os perigos do corpo e da alma.

     

    ORAÇÃO

     Deus onipotente, olhai para nossa fraqueza, e porque o peso da própria ação nos oprime, proteja-nos a intercessão gloriosa do Bem aventurado mártir, S. Sebastião.

 

SÉTIMO DIA

COMO FORAM HONRADAS AS RELÍQUIAS DO SANTO

                   O corpo de S. Sebastião, como já vimos, foi mostrado pelo próprio Santo num sonho a Santa Lucina. Cerca de meia-noite, após o martírio, Lucina, acompanhada de seus servos, tirou da cloaca o corpo do santo mártir, o qual pôs no seu coche para levar ao lugar por ele próprio indicado.                         

Assim que lá chegou, apressou-se em lhe dar sepultura e aí passou trinta dias junto ao seu túmulo. Em recompensa dos bons ofícios de Sta. Lucina, tornou a aparecer-lhe, para dar-lhe conselhos salutares para sua vida espiritual. Mais tarde Sta. Lucina transformou sua casa em templo sagrado, deixando todos seus bens para serem empregados em socorro dos fiéis.

                   O corpo de S. Sebastião existe ainda, se não inteiro, ao menos em grande parte, no túmulo de mármore construído por ordem de Honório III. Pelo correr dos tempos, porém, foram destacadas do corpo diversas relíquias, depositadas em Roma ou enviadas para longe a diversos países. A capela do Santo Mártir acha-se na Basílica de S. Pedro no Vaticano, um braço e uma das setas na Basílica de Sta. Maria, outro braço na Basílica de Sta. Praxedes e outras parcelas do corpo em várias igrejas do mundo.

         Em 826 preciosas relíquias do corpo de S. Sebastião foram colocadas numa abadia da França e nessa ocasião se deram numerosos e estupendos milagres. Um pouco do pó proveniente do túmulo de S. Sebastião e parte dos panos em que seu corpo tinha sido envolto, deram lugar em outra cidade a muitos milagres.

         Esses milagres não pouco contribuíram para que o culto do Santo se espalhasse rapidamente pelo mundo inteiro, e que a devoção a S. Sebastião tenha adquirido tanta popularidade. Os povos cristãos dos séculos passados celebravam solenemente a sua festividade com a abstenção de todo o trabalho servil, de todo o negócio, de toda a ação contenciosa, especialmente nas cidades e dioceses em que sua proteção havia sido experimentada. Em nossos dias a Igreja celebra sua festa no dia 20 de janeiro.

Guardemos todos os dias de nossa vida uma devoção especial a S. Sebastião, invoquemo-lo em todos os perigos, e nossa fé será abundantemente recompensada pelo Santo, que jamais deixa de interceder por seus devotos.

     

    ORAÇÃO

         Deus onipotente, olhai para nossa fraqueza, e porque o peso da própria ação nos oprime, proteja-nos a intercessão gloriosa do Bem aventurado mártir, S. Sebastião.

 

OITAVO DIA

COMO SÃO SEBASTIÃO NOS DEFENDE CONTRA A  PESTE

         De todos os flagelos que desolam a humanidade, nenhum há por certo que lhe seja tão terrível como a peste, a fome e a guerra; porque nenhum existe que a fira em tudo quanto possui de mais caro no mundo, como fazem estes.

         Naqueles dias lutuosos o povo cristão volve cheio de fé, a S. Sebastião, os olhos suplicantes, e S. Sebastião toma com amor a defesa de seus devotos.

Ora, entre os antigos as setas eram símbolo da peste, pelo que também na Sagrada Escritura o flagelo das epidemias se apelida a seta da ira divina. O profeta apelida as enfermidades pestilenciais instrumentos de morte, setas abrasadoras da ira divina. A piedade cristã, sabendo que S. Sebastião em seu primeiro martírio havia sido sufocado por uma chuva de setas, o escolheu para seu protetor contra o flagelo da peste, porque, no dizer de um autor sagrado, S. Sebastião parece ter embotado na sua pessoa as setas da ira divina.

         Quando, pois, em 680, sob o pontificado do Papa  Agatão, a peste fez na Itália estragos medonhos, os fiéis recorreram a S. Sebastião, fazendo voto de erigir um santuário em sua honra, e a epidemia desapareceu por completo. A cidade, de Câpua experimentou com igual eficácia o crédito de S. Sebastião, por ocasião de uma peste que grassava de modo terrível, fazendo grande número de vítimas.

         Mais terríveis estragos, porém, fez a peste em 1575 na cidade de Milão, governada pelo santo bispo, o cardeal Carlos Borromeu. O caridoso e santo prelado procurava todos os meios de aplacar a ira de Deus, e de fazer parar o flagelo devastador. De repente o Santo sente que a poderosa intercessão de S. Sebastião, já em casos semelhantes, havia livrado cidades inteiras. S. Carlos dirige, então, em diversas igrejas, súplicas ardentes ao santo Mártir, e exorta os habitantes a que façam ao céu, em sua honra, o voto de o venerar com um culto especial. A cidade fez o voto sugerido pelo santo Prelado e, de dia em dia, diminuíram os horrores da epidemia.

         Em 1568 a cidade de Lisboa se viu a braços com os rigores da peste. Dom Fr. Bartholomeu dos Mártires estava celebrando, certo dia, numa capela, onde havia uma imagem de S. Sebastião. Volveu os olhos para o lado onde ela se achava, e a viu coberta de suor. Estupefato à vista de um tal prodígio, carrega a imagem, e colocando-a em lugar onde havia toda claridade, procura, porém debalde, enxugar com panos esse milagroso suor; a imagem continua a cobrir-se dele, está por assim dizer, toda regada do dito suor; no mesmo instante o repicar dos sinos, o toque de numerosos instrumentos e um clamor do povo reunido anunciam por toda parte a grande maravilha. Então os que se achavam feridos da peste, correm pressurosos, e animados de viva fé, esfregam-se com o milagroso suor. O sucesso correspondeu aos votos de sua piedade; desse momento em diante, cessou o flagelo, e não se contou sequer mais uma única vítima.

         Recorramos, nós também, com confiança a S. Sebastião nos dias de enfermidades e doenças contagiosas, certos de que o santo Mártir nos protegerá contra todo o flagelo de epidemias.

 

ORAÇÃO

          Deus onipotente,  olhai para nossa fraqueza, e porque o peso da própria ação nos oprime, proteja-nos a intercessão gloriosa do Bem aventurado mártir, S. Sebastião.

  

NONO DIA

O CULTO DE SÃO SEBASTIÃO

         A grandeza do mundo é uma sombra que desaparece, uma fumaça que se dissipa. Caducas riquezas, adquiridas com trabalho, conservadas com mil perigos, e perdidas com a maior facilidade, honras vãs, dignidades fantásticas possuídas entre os ataques da inveja e da injustiça, prazeres fugitivos acompanhados de tristes dissabores e seguidos de agudos remorsos, eis as felicidades enganadoras, que o mundo promete, vaidade das vaidades, de curta duração e de consequências amargas.

         Não assim a grandeza e felicidade do homem justo. Cumprindo à risca os preceitos de Deus, fugindo do vício e praticando a virtude, seguindo o caminho da santidade, justiça e perfeição, o Altíssimo se compraz nele. Recompensados por este Senhor com uma glória infinita, os mortais recorrem ao seu patrocínio e valimento, para aplacarem a cólera divina irritada contra eles.

         Eis aqui, pois, uma grandeza sólida, uma felicidade sem limites, que nunca poderá ser tirada ao homem justo.

         A sua memória é igual à duração dos séculos, não tem fim para com Deus que a inspirou e premia, nem para com os homens, a quem usa benefício e graças.

         Tal foi a sorte, e tal, em suma o elogio exato do ínclito Mártir São Sebastião; digno objeto de nossas homenagens.

         Fiel à graça divina desde que a recebeu nas águas do batismo, em toda a sua vida não se apartou do que era agradável aos olhos de Deus. Ele, como Daniel em Babilônia, conservou-se inocente e puro no meio duma cidade e corte depravada; zeloso apóstolo abrasado no desejo da salvação das almas, converteu inumeráveis gentios, fortaleceu muitos cristãos, protegeu todos os fiéis, mereceu o título de defensor da fé, e para terminar dignamente a brilhante carreira de sua vida, como herói da Religião, como mártir distinto, derramou seu sangue por Jesus Cristo, morreu padecendo, pelo seu Redentor, e tanto na vida como na morte, mostrou-se varão justo sem defeito. Na mesma eternidade feliz, onde goza o prêmio infinito de suas virtudes, ainda é o protetor da cristandade e o amparo dos pecadores, a quem congraça com a majestade divina, justamente indignada por tantos crimes.

         Um Santo tão ilustre merece-nos um culto especial, uma devoção fervorosa e correspondência agradecida a tantos benefícios, honrando sua memória com o maior serviço que se lhe pode fazer, que é imitar suas virtudes e seguir suas pegadas.

         Honremos, pois, a S. Sebastião, imploremos sua valiosa intercessão perante o trono de Deus, imitemos suas virtudes, a fim de que um dia possamos em sua companhia louvar e possuir a Deus, durante toda a eternidade.

 

ORAÇÃO

          Deus onipotente, olhai para nossa fraqueza, e porque o peso da própria ação nos oprime, proteja-nos a intercessão gloriosa do Bem aventurado mártir, S. Sebastião.

 

 ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DO DESTERRO

         Virgem do Desterro, boa Mãe do céu, que com tanta resignação e paciência, suportastes as angústias e incertezas do vosso exílio, no Egito, volvei sobre nós, pobres filhos de Eva, vossos olhos maternos. Degredados, neste vale de lágrimas, em vós confiamos. A vós recorremos, em vós depositamos toda nossa esperança. Há tanta angústia em nossos dias; e tão inquieta a nossa vida e o nosso futuro tão incerto! Sede, para conosco, benévola e compadecida. Tomai, sob vosso amparo, as nossas famílias; guardai a inocência das crianças, a pureza dos jovens, aquecei a neve dos corações envelhecidos. Dai força aos que trabalham, consolo aos tristes, e ânimo aos que as doenças desolaram. Abençoai, enfim, esta paróquia (Capela); socorrei-a sempre, como até agora fizestes. E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce, sempre Virgem Maria.

 

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO

 

SENHOR,

Fazei-me instrumento de vossa paz!

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

onde houver discórdia, que eu leve a união;

onde houver dúvida, que eu leve a fé;

onde houver erro, que eu leve a verdade;

onde houver desespero, que eu leve a esperança;

onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

onde houver trevas, que eu leve a luz!

Ó MESTRE,

fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna!

 

HINO A SÃO SEBASTIÃO

Grande Atleta da nossa Santa Igreja,

Nobre mártir, ó São Sebastião,

Vigoroso, invencível na peleja,

Da virtude és o nosso brasão.

 

Acolhei sob a vossa proteção

O católico povo brasileiro,

Grande mártir, ó São Sebastião,

Nosso bravo e fiel padroeiro,

Acolhei sob a vossa proteção

O católico povo brasileiro!

 

O passado cristão da nossa história,

Num porvir nós o havemos de guardar.

No presente ele sempre é a nossa glória,

Que a bandeira da Pátria há de honrar.

 

Das doenças, das guerras e pobreza,

As famílias da Pátria protegei,

Grande fé, esperança e fortaleza,

Pelos lares cristãos acendei.

 

Vosso exemplo belíssimo nos reja,

E fiéis nos havemos de guardar,

E da Pátria dos filhos da Igreja,

Sempre Deus, nosso Rei proclamar.