2 de Março
QUEM É SÃO JOSÉ?
O
mais santo, o mais ilustre e o mais perfeito homem que já vira o mundo, a
criatura mais perfeita saída das mãos de Deus, depois de Maria.
Quem foi São José?
Quem foi São José?
O
mundo o conhece e a história registra seus feitos heróicos? Não. O Evangelho,
até mesmo o Evangelho, é parco em notícias, e fala pouco de
São José.
São José.
E,
no entanto, o mundo não vira maior nem mais perfeita criatura.
Acima dele, só Jesus e Maria. Abaixo, todos os homens, ainda os maiores patriarcas e profetas da Antiga Lei, os maiores santos da Nova Lei.
Criatura singular e privilegiada!
Acima dele, só Jesus e Maria. Abaixo, todos os homens, ainda os maiores patriarcas e profetas da Antiga Lei, os maiores santos da Nova Lei.
Criatura singular e privilegiada!
O Pai adotivo de Jesus Cristo, nosso Deus, e Esposo
castíssimo de Maria, Mãe de Deus.
Não
se pode acrescentar nada mais a isto.
O
Santo Patriarca fora predestinado por Deus, estava no plano divino da Incarnação.
Jesus havia de nascer de uma
Virgem, Maria Imaculada, e esta Virgem Puríssima seria esposa do castíssimo e
santíssimo José.
Ad virginem desponsatam viro cui nomen erat Joseph.
O anjo Gabriel, diz
São Lucas — (cap. I, 20) — fora enviado a uma virgem desposada com um varão que
se chamava José.
Estas simples
palavras do Evangelho definem São José, sua missão na terra e os singulares e
sublimes privilégios que o adornaram.
O anjo anuncia à
Virgem o mistério adorável da Incarnação, e, ligado a este mistério, o nome de São
José.
Era o esposo
virginal da Mãe do Verbo. Seria o Pai adotivo, o guarda, o sustentáculo do
Salvador do mundo.
Seria chamado Pai do Pai de todas as criaturas.
Amparo de quem
ampara o Universo. Senhor e Governador do Senhor dos senhores, do Rei dos reis.
Este é São José.
O Evangelho o chama
e define também: — O Justo.
Joseph
cum esset justus... José como era justo...
Eis aí, pois, quem é São José.
Esposo
de Maria.
Pai adotivo de
Jesus.
O
maior dos santos.
O justo.
PAI ADOTIVO
DE JESUS.
A maior glória de São José, a mais rica pérola do seu diadema, o título e privilégio que o faz o maior dos santos é o de Pai do Filho de Deus humanado.
Todos os santos, escreveu Gerson, se gloriam de serem chamados servos de Deus, servos de Jesus Cristo.
São José, e só ele,
foi chamado Pai do Salvador, Pai de
Jesus Cristo.
Entre os títulos de
glória do santo, este é, sem dúvida, o maior.
O povo, diz o Evangelista, tinha José por pai de Jesus. Estava na idade de trinta anos e todos o tinham por filho de José.
Assim dizia e julgava o povo, ignorante do adorável mistério da Incarnação do Verbo.
O povo, diz o Evangelista, tinha José por pai de Jesus. Estava na idade de trinta anos e todos o tinham por filho de José.
Assim dizia e julgava o povo, ignorante do adorável mistério da Incarnação do Verbo.
Diz o Evangelista,
observa Santo Agostinho, que o
povo tinha a Jesus por filho de José, julgando-ter ele nascido como os demais
homens e assim falava de Jesus como
filho de São José.
Todavia, comenta o Padre Cantera, não só o vulgo
ignorante chamava a José de pai de Jesus. Os Evangelistas, que narraram e conheceram
o mistério da Incarnação e a Divindade de Jesus, chamavam a José pai de Jesus.
Admiravam-se
seu Pai e sua Mãe do que se dizia dEle.
Iam os Pais de Jesus todos os anos a Jerusalém. Ficou Jesus em Jerusalém sem que o soubessem seus Pais.
Iam os Pais de Jesus todos os anos a Jerusalém. Ficou Jesus em Jerusalém sem que o soubessem seus Pais.
E Nossa Senhora, ao
encontrar Jesus no templo, lhe diz: Eis
que eu e teu Pai cheios de aflição te procuramos.
Sempre, no
Evangelho, São José é chamado e considerado Pai de Jesus. E Jesus mil vezes o havia de chamar Pai, e a ele
esteve sujeito e obediente trinta anos desde Belém.
São José, pois, é e
deve ser chamado Pai de Jesus . Pai virginal, não Pai carnal e segundo a
geração humana, porque Maria Imaculada concebeu e foi Mãe de Jesus por obra e
graça do Espírito Santo.
São José é a sombra
do Eterno Pai, a imagem do Pai de quem procede o Filho, Jesus Cristo. Não devia,
pois, ser chamado Pai de Jesus? Pai putativo, genealógico, jurídico ou legal,
adotivo, eletivo, nutrido, virginal, afetivo e de ofício de Jesus Cristo.
Eis a sua glória:
Pai de Jesus.
ESPOSO DE MARIA.
Foi José verdadeiro e legítimo esposo de Maria, de um matrimônio, diz o Padre Sauvé, perfeitamente virginal, maravilhosamente fiel, milagrosa e infinitamente fecundo.
Quando Deus criou o
homem no paraíso terrestre, deu-lhe uma companheira em tudo a ele semelhante : Adjutorium
simile sibi.
Havia de ser, a
esposa, em tudo semelhante ao esposo. Para remir e salvar o mundo, obra maior e
mais estupenda que a criação, Deus também quis associar a esta obra um homem
e uma mulher. E
formou São José semelhante a Maria.
José foi formado
à semelhança da Virgem, sua esposa,
escreveu São Bernardo. José
e Maria como verdadeiros esposos, sempre unidos e semelhantes. Da mesma estirpe
de Davi da mesma condição de
pobres unidos pelo mais casto e santo amor, e inseparáveis.
pobres unidos pelo mais casto e santo amor, e inseparáveis.
José foi esposo de
Maria para que, convenientemente, viesse ao mundo o Verbo Incarnado.
Havia de nascer
Jesus de uma virgem, mas de uma virgem desposada. E São José foi esse esposo predestinado
e singular.
São
José, diz São Gregório
Nazianzeno, foi achado digno e aptíssimo para ser esposo de Maria.
O mesmo afirmam as
autoridades de Santo Tomás de Aquino,
Gerson, A. Lapide.
O céu, escreve D. Gueranger no seu “L’Année Liturgique”, escolheu a São José como o único digno de um tal tesouro: — Maria.
E se Deus o escolheu para o desempenho desta missão, é que realmente foi ele o mais digno entre os homens e o mais semelhante à mais perfeita das criaturas, sua santíssima Esposa.
Para se conhecer bem
o Santo Patriarca e avaliar o que Ele é no Plano Divino, e o que para nós é e
representa, basta lembrar, pois, os dois títulos de glória que o tornam o maior
e o mais singular dos santos — Pai adotivo de Jesus Cristo e Esposo de Maria
Imaculada.
E aqui fica a resposta à pergunta: Quem é São José? Virum Mariae de qua natus est Jesus. — É o esposo de Maria, diz o Evangelista, da qual nasceu Jesus.
E só nisto está
definido São José
E X E M P L O
Duas almas de São José São Francisco de Sales foi, durante toda sua
vida, devoto e apóstolo do culto de São José. Na festa de 19 de Março, celebrava missa solene e convidava,para festejar a São José, todos os músicos e cantores de Annecy. Pregava com entusiasmo neste belo
dia. São tão belos e tocantes os panegíricos de São José nos sermões do melífluo Doutor! No dia da festa de 19 de Março de 1664, escreveu ele a Santa Joana de Chantal: “Minha filha, eu vos envio as ladainhas de São José, êste pai querido, nossa vida e nosso amor. Se não puder cantar, balbucie, ao menos entre dentes, tão belas invocações.”
Não duvidava, o
santo, da ressurreição de São José.
“São José, dizia ele,
está no céu em corpo e alma. Não tenho dúvida e não podemos duvidar e isto me
parece ainda mais certo porque não possuímos relíquias do Santo Patriarca. E
como poderia Deus recusar esta graça àquele que trouxe nos braços Nosso Senhor e
era tão amado por Ele?”
A devoção a São José, já transmitida à Ordem da Visitação pela fundadora Santa Joana de Chantal, que a havia recebido carinhosamente de São Francisco de Sales como um tesouro, Santa Chantal
se alistou numa associação de São José e fez inscrever na mesma a todas as religiosas. Trazia sempre no livro da Regra uma imagem de São José e dizia: Quando começo minha leitura, beijo primeiro os pés de meu São José.
Nunca deixou de fazer cada dia a oração junto à imagem de São José, colocada na sala do capítulo. Ao partir em viagem para a Itália, 1638, recomendou às religiosas antes da viagem: “Nunca deixem a oração de São José diante de sua imagem na saia do Capítulo. Continuem a rezar lá, em meu nome.” E ditou, comovida, uma bela oração às suas filhas. Ela queria que todas as Visitandinas tivessem consigo uma estampa de São José, ou melhor, da Sagrada Família.
A devoção a São José, já transmitida à Ordem da Visitação pela fundadora Santa Joana de Chantal, que a havia recebido carinhosamente de São Francisco de Sales como um tesouro, Santa Chantal
se alistou numa associação de São José e fez inscrever na mesma a todas as religiosas. Trazia sempre no livro da Regra uma imagem de São José e dizia: Quando começo minha leitura, beijo primeiro os pés de meu São José.
Nunca deixou de fazer cada dia a oração junto à imagem de São José, colocada na sala do capítulo. Ao partir em viagem para a Itália, 1638, recomendou às religiosas antes da viagem: “Nunca deixem a oração de São José diante de sua imagem na saia do Capítulo. Continuem a rezar lá, em meu nome.” E ditou, comovida, uma bela oração às suas filhas. Ela queria que todas as Visitandinas tivessem consigo uma estampa de São José, ou melhor, da Sagrada Família.
É
preciso levar sempre consigo os bons amigos do céu. Como isto faz bem! dizia ela com tanta fé.
E sempre que,
falando ou escrevendo, se referia a São José, Santa Chantal usava a expressão de São Francisco de Sales: São José, o santo querido de meu coração!



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