sexta-feira, 29 de maio de 2020


MÊS DE PREPARAÇÃO PARA CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA

QUINTO DIA (29)




ORAÇÕES PARA CADA DIA
Ladainha do Espírito Santo
Ave Maris Stella
Oração de Santo Agostinho


ORAÇÕES PARA CADA DIA

LADAINHA DO ESPÍRITO SANTO

Senhor, tende piedade de nós,
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus. tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Espírito, que procedeis do do Pai e do Filho, tende piedade de nós.
Espírito do Senhor, que no começo do mundo, pairáveis sôbre as águas, e as tomáveis fecundas, tende piedade de nós.
Espírito, por instrução do qual os santos homens de Deus falaram.
Espírito, cuja unção nos ensina tôdas as coisas.
Espírito, que dais testemunho de Jesus Cristo, Espírito de verdade, que nos instruis em tôdas as coisas, Espírito que repousastes sobre Maria,
Espírito do Senhor, que encheis tôda a terra,
Espírito de Deus, que estais em nós,
Espírito de sabedoria e de inteligência,
Espírito de conselho e de fortaleza,
Espírito de ciência e de piedade,
Espírito de temor de Deus, Espírito de graça e de misericórdia,
Espírito de fôrça de amor e de sobriedade,
Espírito de fé, esperança, caridade e de paz,
Espírito de humildade e de castidade,
Espirito de benignidade e de mansidão,
Espírito de tôda a sorte de graças,
Espírito que sondais até os segredos de Deus,
Espírito que rogais por nós com gemidos inefáveis,
Espírito que descestes sôbre Jesus Cristo sob a forma de uma pomba.
Espírito pelo qual nós recebemos um novo nascimento.
Espírito que nos encheis os nossos corações de caridade.          
Espírito de adoção dos filhos de Deus,
Espírito que aparecestes sobre os Discípulos sob a forma de línguas de fogo.
Espírito pelo qual os Apóstolos foram possuídos,
Espírito, que distribuis os vossos dons a cada um segundo a vossa vontade,
Sêde-nos propício, perdoai-nos, Senhor.
Sêde-nos propício, atendei-nos, Senhor.
De todo o mal, livrai-nos, Senhor.
De todo pecado,
Das tentações e insídias do diabo,
De tôda presunção e desespero,
Da resistência à verdade conhecida,
Da obstinação e da impenitência,
Da impureza da alma e do corpo,
Do espírito de luxúria,
De todo mau espirito,
Por vossa eterna processão do Pai e do Filho,
Pela conceição de Jesus Cristo feita por operação vossa,
Por vossa descida sôbre Jesus Cristo no Jordão,
Pela vossa vinda sôbre os Discípulos,
No dia do juízo,
Pobres pecadores, nós vos rogamos, escutai-nos.
A fim de que vivendo pelo espírito, também andemos segundo o espírito,
A fim de que lembrando-nos de que somos o templo do Espírito Santo, jamais o profanemos,
A fim de que vivendo segundo o espírito, não nos acomodemos aos desejos da carne,
A fim de que pelo espírito mortifiquemos as obras da carne,
A fim de que não entristeçamos a vós, que sois o Espírito Santo de Deus,
 A fim de que tenhamos cuidado de guardar a unidade do espírito no vínculo da paz,
A fim de que não demos crédito facilmente a todo espirito,
A fim de que provemos os espíritos para ver se êles de fato vêm de Deus,
A fim de que renoveis em nós o espírito de retidão,
A fim de que nos confirmeis com o vosso espírito soberano.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

            OREMOS. Nós vos suplicamos, Senhor, que nos assistais sem cessar pela virtude do vosso Espírito Santo, a fim de que purificando por sua misericórdia as máculas dos nossos corações, Ele nos preserve ainda de todos os males. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.


AVE, MARIS STELLA

Deus te salve, ó Estrela do mar,
E de Deus Mãe bela,
Sempre Virgem, da morada ,
Celeste feliz entrada.

Ó tu que ouviste da boca ,
Do anjo a saudação;
Dá-nos paz e quietação:
E o nome de Eva troca.

As prisões aos réus desata,
E a nós cegos alumia;
De tudo que nos maltrata
Nos livra, o bem nos granjeia.

Ostenta que és Mãe,
Fazendo que os rogos do povo seu,
Ouça aquêle que nascendo,
Por nós, quis ser Filho teu.

Ó Virgem especiosa,
Toda cheia de ternura.
Extintos nossos pecados.
Dá-nos pureza e brandura.

Dá-nos uma vida pura.
Põe-nos em vida segura.
Para que a Jesus gozemos,
E sempre nos alegremos.

A Deus Padre veneremos;
A Jesus Cristo também,
E ao Espírito Santo;
Demos aos três um louvor. Amém.

ORAÇÃO DE S. AGOSTINHO
            Vós sois, ó Jesus, Cristo Senhor, meu Pai santo, meu Deus misericordioso, meu Rei infinitamente grande; sois meu bom pastor, meu único mestre, meu auxílio cheio de bondade, meu bem-amado de uma beleza maravilhosa, meu pão vivo, meu sacerdote eterno, meu guia para a pátria, minha verdadeira luz, minha santa doçura, meu reto caminho, sapiência minha preclara, minha pura simplicidade, minha paz e concórdia; sois, enfim, tôda a minha salvaguarda, minha herança preciosa, minha etema salvação...
            Ó Jesus Cristo, amável Senhor, por que, em tôda a minha vida, amei, por que desejei outra coisa senão vós? Onde estava eu quando não pensava em vós? Ah! que, pelo menos, a partir dêste momento meu coração só deseje a vós e por vós se abrase, Senhor Jesus! Desejos de minha alma, correi, que já bastante tardastes; apressai-vos para o fim a que aspirais; procurai em verdade aquele que procurais.
            Ó Jesus, anátema seja quem não vos ama. Aquêle que não vos ama seja repleto de amarguras. Ó doce Jesus, sêde o amor, as deliciais, a admiração de todo coração dignamente consagrado à vossa glória.
            Deus de meu coração e minha partilha, Jesus Cristo, que em vós meu coração desfaleça, e sêde vós mesmo a minha vida. Acenda-se em minha alma a brasa ardente de vosso amor e se converta num incêndio todo divino, a arder para sempre no altar de meu coração; que inflame o íntimo do meu sêr, e abrase o âmago de minha alma; para que no dia de minha morte eu apareça diante de vós inteiramente consumido em vosso amor. Amém.

MEDITAÇÃO — JESUS E MARIA NO CALVÁRIO
PREPARAÇÃO
            A Grande Obra de Jesus é a Redenção. Para isso, veio Êle ao mundo. Por isso foi constituído Mediador. Sacerdote, Vítima. Satisfez por nós. levado de seu excessivo amor. Em companhia de Nossa Senhora, meditemos a excelência dessa Satisfação, na Pessoa do Redentor, na imensidade de seus sofrimentos, na mesquinhez de nossa retribuição.

MEDITAÇÃO
PRELÚDIOS

            I — Adoro a Jesus imolado no altar do Calvário, assistido por Maria que faz com Éle um só sacrifício, e consente na sua Imolação.
            II — Maria, Mãe das Dores, quero estar junto a Vós, ao pé da Cruz e me associar a vossas lágrimas.

            I PONTO — A Pessoa adorável de Jesus que sofre

            “Considera a excelência de Pessoa, que por ser infinita valoriza ao infinito todos os sofrimentos.
            Se Deus tivera enviado um serafim ou um anjo da mais alta jerarquia, fôra sem dúvida coisa admirável e digníssima de terno agradecimento. Quem poderá, logo, medir o excesso de caridade que êste mistério nos revela, pois que foi o próprio Deus, o Filho único de Deus. a Eterna Sabedoria, em cuja comparação todos os anjos e todos os homens e tôdas as creaturas são ainda menos do que um vil mosquito comparado a todos os monarcas da terra. — que se dignou sofrer e morrer por nós?” (A. S. E.).
            Ele quis satisfazer por nós, tomou a si nossas culpas a fim de repará-las. Inocente, uniu-se à nossa natureza, voluntàriamente sofreu, sendo sua Reparação aceita pelo Pai. Assim nos mereceu a inestimável graça do Retorno a Deus. da Vida Eterna!
            Peçamos a Maria nos faça compreender melhor o valor precioso da graça redentora de Jesus...

            II PONTO — A Imensidade dos sofrimentos de Jesus

            "Sofreu imenso em seu Corpo. Foi sua cabeça coroada de espinhos, arrancados seus cabelos, esbofeteadas suas faces, coberto de vis escarros o seu rosto adorável, seus braços estreitados com cordas, seus ombros pisados com o pêso da cruz, suas mãos e pés atravessados com os cravos, seu Lado e Coração abertos peia lança, todo o seu Corpo rasgado desapiedadamente com mil golpes, deixando aparecer os ossos descarnados. ..
            Sofreu em sua honra, carregado de opróbrios e ignomínias, apodado de blasfemo, sedicioso, impostor. endemoninhado, tratado como louco.
            Sofreu de seus discípulos: um o maldiz e atraiçoa, outro o nega entre blasfêmias, todos os abandonam e fogem. Sofreu de tôda a classe de pessoas, governadores e juízes, cortesãos e soldados, pontífices e sacerdotes, judeus e gentios. Ainda sua doce Mãe foi para Êle motivo de dor. quando a viu presente à sua morte, mergulhada em atrozes angústias...
            Acrescentemos ainda o mais cruel e espantoso dos tormentos, seu desamparo na cruz, quando exclamou: Deus meu. Deus meu, por que me abandonastes?” (A. S. E.).
            Ó Mãe, fonte de amor, fazei-me sentir a intensidade dessa dor, para que chore em vossa companhia!

            III PONTO — A mesquinhez de nossa retribuição
            “Jesus sofre pelos homens, vis creaturas de quem nada tem que temer, nem que esperar. Amigos há que dão a vida por seus amigos. Outro, porém, se encontrará como o Filho de Deus. que morre pelos seus inimigos? Porque, segundo diz São Paulo. “Êle morre por nós. em imensa caridade, enquanto éramos pecadores”, e pois. seus inimigos.
            Se a menor dor do Filho de Deus é mais estimável e nos deve comover mais profundamente dc que a de todos os anjos e homens, se morressem todos e se aniquilassem por nós. qual deve ser noss: reconhecimento e amor a Êle. porquanto sofreu per nós tudo quanto se pode sofrer, sem nenhuma obrigação de sua parte?” (A. S. E.).
            Que temos feito por nosso amado Redentor? Como hemos correspondido à sua dileção? Temos tido a coragem de “completar em nós o que faltou à Paixão de Jesus Cristo”, aplicando-a a nós, pelo cumprimento generoso das condições de nossa salvação e santificação, — nossa fé, nossas obras de justiça, espírito de reparação e de penitência em união com as dores de Jesus e sua preciosa Morte?

COLÓQUIO

            Maria. Virgem dolorosissima, venho unir-me. contrito e cheio de lágrimas à vossa Compaixão aos pes da cruz. Que tristeza a vossa e que aflição! Quem reterá seu pranto ao ver-Vos mergulhada em tanta der? Vistes vosso doce Jesus, o meigo Filho cias vessas entranhas, atormentado, flagelado, despido, empurpurado de sangue, tassalhado de golpes, crucificado, morto...
            Dai-me compreender o preco de minha Redenção. O amor de Jesus, tão generoso e tão gratuito. O vosso amor, tão compassivo e cheio de perdão, para que eu chore minhas misérias, unindo-me aos sofrimentos de Jesus, e às vossas dores, todo o tempo de minha vida.

RAMILHETE

            Guardai minha alma. Virgem Dolorosa, aos pés da Cruz, em vossa companhia.
            Juxta crucem, tecum stare Et me tibi sociare In planctu desidero.
            (Seq. Stab. Mate.)

            SANTO EVANGELHO (Joa. XIX. 25 a 27)

MARIA AOS PÉS DA CRUZ
            Entretanto, estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua Mãe e a irmã de sua Mãe. Maria, mulher de Cleófas e Maria Madalena. Vendo Jesus, a sua Mãe e ao Discípulo Amado que estava presente, disse à sua Mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ac Discípulo: eis aí tua Mãe. E a partir desta hora tomou-A o Discípulo em sua casa.

            IMITAÇÃO DE CRISTO (L. II, c. 12, n.° 1 e seg.)

O CAMINHO REAL DA SANTA CRUZ
            A muitos parecem duras estas palavras do Salvador: “Renuncia a ti mesmo, toma a tua cruz, e segue-me’’ (Luc. IX, 23).
            Porém, muito mais duras parecerão aquelas que Êle pronunciará no dia do juízo: “Apartai-vos de mim. malditos, ide para o fogo eterno'-. (Mc: XXV. 41).
            Os que agora ouvem e seguem de boa vontade a palavra da cruz. não temerão então a sentença da eterna condenação.
            “Êste sinal da cruz aparecerá no céu quando o Senhor vier a julgar". (Ib. XXIV, 30).
            Então todos os servos da cruz que se conformaram na vida com Cristo crucificado, se chegarão a Cristo Juiz com grande confiança.
            Porque temes, pois, tomar a cruz, pela qual se vai ao céu?
            Na cruz está a salvação e a vida, na cruz a proteção contra nossos inimigos.
            Da cruz manam as suavidades celestiais: na cruz está a fortaleza da alma, a alegria do coração, o compêndio da virtude, a perfeição da santidade.
            Não há salvação da alma nem esperança da vida eterna, senão na cruz.
            Toma pois a tua cruz, segue a Jesus e chegarás à vida eterna.
            Êste Senhor foi adiante, levando às costas a sua cruz; e nela morreu por ti, para que tu leves também a tua, e nela desejes morrer.
            ‘‘Porque se morreres com êle, também com êle viverás” (Rom. VI, 8): e se fôres companheiro nos trabalhos, o serás também na glória.
            Verdadeiramente, todo o negócio da nossa salvação consiste em amar a cruz, e em morrer nela. Nem há outro caminho para a vida e para a verdadeira paz do coração, senão o da santa cruz e da mortificação contínua.
            Vai onde quiseres, indaga quanto quiseres, não acharás caminho mais excelente para te elevares, nem mais seguro, para te abateres, sem perigo de cair, que o da Santa Cruz.

            LEITURA
            (Perez. Vida Mariana, pág. 119, seg.)

A VERDADEIRA DEVOÇÃO. REMÉDIO DA SOCIEDADE MODERNA
            A importância desta Devoção sobe de ponto quando a considerarmos em relação aos erros que entenebrecem os entendimentos e as chagas que afeiam os corações, na sociedade contemporânea.
            Contra o naturalismo que tudo quer infectar, que melhor antídoto que viver sempre nesta atmosfera sobrenatural que forma em redor de nós a prática interior da Santa Escravidão?
            Contra as faustosas novidades do Modernismo, que intentam despejar de sua Maternidade Divina a Nossa Rainha, princípio e centro de seus privilégios todos, que melhor preservativo que essa sólida teologia mariana da Mediação Universal, da Maternidade Espiritual de Maria, em que se funda êste sistema ascético?
            Contra as “liberdades de perdição" que escrevem em sua bandeira o diabólico "non serviam’’ que melhor estandarte poderiamos opor que o "ancilla Domini lema da Santa Escravidão?
            O liberalismo, em seu mais alto grau, é a independência de tóda autoridade. A Santa Escravidão, em sua forma perfeita, é a dependência contínua e absoluta. O liberalismo é imitação de Lúcifer. A Santa Escravidão é imitação de Maria. O Liberalismo reclama onímoda liberdade de pensamento; A Santa Escravidão total sujeição do entendimento, não somente à Fé e à obediência, mas também à união com Nossa Senhora. O Liberalismo ata as consciências com sua falsa liberdade e escraviza a todos com os abusos de sua tirania: A Santa Escravidão desata as almas de todos os liames que as algemam à terra e lhes alcança, verdadeira paz e liberdade dos filhos de Deus. Que católico, que deveras o seja, não há de entusiasmar-se com esta santa prática tão contrária ao Liberalismo, como a Virgem Imaculada é inimiga da serpente? Ela há de lhe pisar a cabeça. Ipsa conteve: caput tuum.
            Para combater os monstros contemporâneos, não temos os católicos força bastante, por falta dessa vida interior, dêsse espírito de abnegação, e sacrifício, de que se armaram sempre os santos, para triunfar des erros e das heresias. Educados na frivolidade e leviandade de nosso século, não sabemos sacrificar-nos generosamente em prol de ideais alcandorados: o amor de confortos e regalos com que nos cerca nessa civilização efeminada, nos enerva para tudo o que é grande e os poucos que entre nós vivem sem contaminar-se com essas misérias de nosso tempo, nem sempre têm o espírito de união e obediência indispensáveis para que um exército caminhe até a vitória.
            Pois contra todas essas chagas o remédio é a Escravidão Marial. A varonil educação de Nossa Senhora, que nos ensina a estar sempre de pé, junto á Cruz, nos há de preservar da leviandade e frivolidade, fazendo-nos amar a Jesus Crucificado, único Ideal que pode levantar do chão a humanidade tombada. O contínuo viver em companhia da Rainha dos Mártires nos libertará da corrupção inteira, fará de nós homens de oração, dispor-nos-á a obedecer como escravos a tudo que nos fôr mandado em nome de Deus, e a suplantar com verdadeira liberdade tudo quanto fôr contrário a Deus.
            Maria, com a prudência da serpente, para que não sejamos induzidos ainda no menor êrro, nos ensinará a simplicidade da pomba, para que não desconfiemos de nossos irmãos e menos ainda de nossos pais na Fé. O amor de Nossa Senhora fará com que abracemos como irmãos a todos os que deveras a têm por Mãe.

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