IGREJA
DE SÃO JOSÉ – SERRINHA
Em junho de 1982, com a saída do Revmo.
Pe. José Ronaldo que havia sucedido o Revmo. Mons, Francisco no cargo de
vigário da Matriz de Bom Jesus, o juiz da Comarca local, a pedido da Mitra
Diocesana de Campos determinou a imediata entrega das chaves de todas as
capelas e centros catequéticos aos cuidados de pessoas de confiança do antigo Vigário
ao oficial de justiça que posteriormente entregou ao novo Vigário no início de
agosto de 1982.
Foi um período difícil para toda comunidade bonjesuense presenciar pelos que agora tinham tomado posse das igrejas, às mudanças nas questões de fé e de moral. O que muitos desejavam era um local onde pudessem se reunir para rezar, e ter acesso aos santos sacramentos, assistirem as santas missas no rito antigo e terem o ensinamento tradicional da Igreja.
Antes e durante a construção de uma nova igreja, as missas eram celebradas nas residências dos casais Clarindo Alves e Ricardina, Nelson Apolinário e Amélia Balbi e Francisco Rodrigues e Rita Apolinário e logo após havia bingos e leilões para angariar fundos para a construção. A maioria das missas eram ao ar livre pois não havia local para comportar os fiéis. Os sacerdotes que atendiam nessa época eram os Revmos. Padres José Ronaldo de Menezes e Élcio Murucci.
MANDADO
Fachada da Igreja entregue à Mitra e foto de última Missa celebrada no Rito Antigo
Foi um período difícil para toda comunidade bonjesuense presenciar pelos que agora tinham tomado posse das igrejas, às mudanças nas questões de fé e de moral. O que muitos desejavam era um local onde pudessem se reunir para rezar, e ter acesso aos santos sacramentos, assistirem as santas missas no rito antigo e terem o ensinamento tradicional da Igreja.
Antes e durante a construção de uma nova igreja, as missas eram celebradas nas residências dos casais Clarindo Alves e Ricardina, Nelson Apolinário e Amélia Balbi e Francisco Rodrigues e Rita Apolinário e logo após havia bingos e leilões para angariar fundos para a construção. A maioria das missas eram ao ar livre pois não havia local para comportar os fiéis. Os sacerdotes que atendiam nessa época eram os Revmos. Padres José Ronaldo de Menezes e Élcio Murucci.
Comemorando Aniversário do Revmo. Pe. José Ronaldo em um dos locais onde era celebrada a Santa Missa
Na localidade de Serrinha a Srtª
Aparecida Almeida animada pela comunidade, idealizou uma pequena construção
para atender aos fiéis dali e de locais vizinhos estavam habituados ao
catecismo, e às outras funções sagradas.
Sem
nenhum local e dinheiro para construir, a comunidade se animou e logo o Srº
Francisco Rodrigues disponibilizou o terreno para a construção e Mons.
Francisco Apoliano escolheu o local a ser construída a igreja em honra de São
José.
Para conseguir os donativos, Dª Maria
Aparecida contava com a ajuda de sua amiga Dª Maria José Silva. Elas saiam por outras
comunidades pedindo auxílios e na maioria das vezes eram atendidas. Pediam não
só dentro dos limites do município de Bom Jesus, mas em outros como Apiacá,
Italva, Campos... (Dª Aparecida lembra que certa vez estando na localidade de
Morro do Coco, teve que correr e se esconder junto com sua amiga Maria José em
um bar, já que o padre da localidade ficou aborrecido por elas fazerem
campanhas para construção de outra igreja dentro dos limites de sua paróquia e
começou a persegui-las”). Ao final, os de perto e de longe abraçaram a causa e
já era possível sonhar, já que até aqueles que não freqüentavam igreja, se
sentiam felizes em poder ajudar e diziam: “Eu gosto de ajudar porque aqui a
gente vê o resultado”. Dª. Aparecida termina dizendo que o povo foi muito
solidário e que lhe deram muito apoio, inclusive na Igreja do Carmo em Campos e
que naquele período muitos fiéis estavam sem local apropriado para assistirem
as funções sagradas, e a comunidade de Serrinha foi pioneira no desafio de
construir uma Igreja.
Dª Maria José e Dª. Aparecida
Dª Maria José e Dª. Aparecida
Para a obra começar, Aparecida nos diz
que contou com a ajuda de duas jovens: Tânia Balbi Apolinário e Maria Luzia
Apolinário Rodrigues que faziam os serviços de extraírem areia de uma estrada próxima
situada em uma localidade chamada “Morro Alto” distante 1km de onde a igreja
seria construída. Eram as três que além de extrair a areia, enchiam a carroça.
A água era pega em um riacho na beira da estrada, próximo a propriedade do Sr.
Maneco que gentilmente havia cedido a carroça e o “Boi Granito” para dar
suporte à obra. Aparecida nos diz que o boi acabou acostumando com o serviço e
que sempre que passava em frente à igreja parava talvez esperando um novo
serviço.
A
comunidade inteira se envolveu de forma extraordinária, já que o poder
aquisitivo naquela época era muito escasso, para em breve começar a construção.
A obra iniciou em 10 de janeiro de 1983 tendo como pedreiro responsável o Srº Nilson Inácio apoiado pelos senhores
Leninho e Genísio, e como servente o senhor José Balbi. Como o Srº Nilson não
pode continuar Dª Aparecida aconselhada pelo seu tio Argeu Bento contratou o
Srº Antônio Travassos que morava na localidade de Boa Ventura, bem distante da
Serrinha e conseguiu que este morasse enquanto durasse a obra na casa de um
casal amigo, e de contrapartida contratou um dos filhos desse casal: o jovem Braz
Balbi, que aprendeu o ofício de pedreiro e carpinteiro e depois, foi o
responsável por muitas obras na comunidade e reformas ampliações na igreja que
se fizeram necessárias com o passar do tempo.
Os Construtores
A igreja de São José na Serrinha foi
construída em aproximadamente três meses foi a primeira a ser inaugurada depois
da tomada da Mitra Diocesana em toda a diocese. A obra constava de uma nave e
presbitério, sacristia e quarto para o sacerdote. Todo o telhado era de telha
francesa.
A Missa de inauguração foi celebrada no
dia 26 de Abril de 1983 pelo Revmo. Mons. Francisco Apoliano com a obra
parcialmente terminada, com a presença de caravanas de fiéis de toda Paróquia
de Bom Jesus.
Mons. Francisco Apoliano celebrou a primeira Missa na nova igreja
Durante a Santa Missa
Durante a Santa Missa
Após a Santa Missa
Curiosidade: A população resolveu
nomear a nova igreja como “Igreja de Cima” já que esta ficava em um plano acima
da igreja antiga pertencente a Mitra Diocesana que daí em diante passou a ser
chamada “Igreja de Baixo”.
A igreja passou a atender fiéis dos
lugarejos de Fazenda Matinha, Santa Rosa, Fazenda João Leal, Fazenda João Rocha
e de outros locais.
Dª Aparecida trabalhava junto às
crianças e jovens, fazendo pequenos passeios, piqueniques, além de lhes ensinar
o catecismo. Ao todo a capela chegou a ter 80 alunos. No mês de Maio eram
organizadas coroações que emocionavam e encantavam todos os presentes.
Logo em seguida, a Dª. Adélia Bifano
presenteou a Igreja com uma imagem de São José que até então a igreja não
possuía e fez questão de fazer a entrega pessoalmente, os fiéis receberam a
imagem em procissão e a conduziram até a igreja.
Tempos
depois Dª. Aparecida em sinal de gratidão adquiriu uma imagem maior.
Para a obra continuar, foi necessário
fazer leilões sempre tendo como leiloeiro o Srº Paulo Apolinário Rodrigues.
A comunidade teve um grande impulso
missionário a partir do ano de 1983 após a chegada do Revmo. Pe. Élcio Murucci
que instituiu a Cruzada Eucarística Infantil e Juvenil e a Pia União das Filhas
de Maria e reorganizou a Liga Católica e o Apostolado da Oração e fazia as
Santas Missões com a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Ele foi sucedido pelo
Pe. José Ronaldo de Menezes que organizava todos os anos a “Campanha do
Rosário” que constituía da recepção das imagens dos Sagrados Corações de Jesus
e Maria na localidade de “Morro Alto” seguindo em procissão até a igreja. As imagens
permaneciam durante 3 dias na igreja onde durante todo o tempo havia a reza do
terço, atendimento de confissões, Bênção do Santíssimo, pregações e santas
missas.
Em setembro de 1990, Pe José Paulo ao ir
pela primeira vez na igreja, viu a
necessidade de ampliá-la já que não comportava todos os fiéis. A partir de 1992
foram executadas as seguintes melhorias: ampliação da nave da igreja com trocas
das portas e janelas e colocação de piso de ardósia, construção do presbitério
com colunas e vigas de sustentação para colocação de forro e de um lustre,
construção de um novo altar, construção de um apartamento para o padre e
sacristia e troca de todo o telhado. Essas reformas foram inauguradas em 1993.
Para atender bem à comunidade o
sacerdote chegava às 15h para dar catecismo, organizar brincadeiras e atender
as confissões das crianças previamente preparadas pela Srª Aparecida. As 17h
começavam as confissões dos adultos e às 19h a Santa Missa com a igreja repleta
de fiéis. Logo após se houvesse necessidade o padre batizava e preparava casais
para o matrimônio. Depois saía em um espaço em frente à igreja onde as famílias
estavam conversando e jogando bingo elaborado pelo Srº Isaú Vilela, que desde o
início da construção, foi um dos grandes benfeitores da igreja de Serrinha.
Srº Isaú Vilela (com Crucifixo) - Procissão de Ramos - Mons. Licínio (década de 1980)
Dom Licínio (Crismas)
Pe. José Edilson (Missões na Capela - Década de 1990)
Pe. Manoel e Pe. José Paulo (Missões)
Obs: Em outra postagem falaremos sobre a reconstrução desta igreja em 2018/2019


































Parabéns companheiro,
ResponderExcluirMuito bem escrita a história da capela da Serrinha. Mantém viva a história da nossa Igreja tradicional.