ABRIGO “JOSÉ LIMA”
UMA OBRA DE VOLUNTARIADO
Mês de Agosto – Mês do Abrigo “José Lima”. Esta obra que
completa seu Jubileu de Ouro neste ano de 2020. Evidente que no atual prédio,
visto que como sabemos, o antigo teve origem em 1950 com o saudoso José Lima às
margens do Rio Itabapoana. (Próximo ao antigo Campo do Fluminense).
Já que estamos a comemorar a inauguração do novo prédio, (que
hoje, já se tornou velho) vale a pena começar a história pelo meio e destacar a
importância que o voluntariado teve durante estes 50 anos.
A princípio, devemos destacar a importância do Srº José
Borges de Lima que construiu uma casa com seis quartos para abrigar 12 idosos
desamparados e custeava todas as despesas. Isto fez até falecer em outubro de
1961.
Após sua morte, sua esposa Nair Alves de Lima manteve a obra até outubro
de 1961.
Importância impar tem o saudoso Padre Francisco Apoliano, sacerdote
cearense que aqui chegou em 1957 e logo percebeu a necessidade que a cidade
tinha em ter uma obra social para amparar os mais necessitados. Ele poderia
ficar confortável em seu cargo, cumprindo seus deveres de sacerdote católico e
ninguém o cobraria por obra social. Mas justamente ele que havia empreendido
tantas melhorias na cidade de Marco – Ceará, não ficaria à margem do sofrimento
alheio em nossa cidade. Ao procurar o Srº. José Lima foi-lhe prometido que não havendo possibilidade da família manter a obra esta seria entregue ao sacerdote, fato que se concretizou em 7 de outubro de 1961 quando o Abrigo foi doado à Paróquia de Bom Jesus. A partir daí Pe. Francisco
conseguiu agregar vários segmentos da sociedade na manutenção dos idosos e
construção do novo prédio que se deu de 1965 a 1971. (Quando o Abrigo foi inaugurado
em 1970 a obra ainda não estava completa).
Eis a importância do voluntariado solidário que sem interesse
pessoal dedica todo ou parte do seu tempo, sem remuneração alguma ao bem estar
do próximo.
E agora vem o que podemos considerar mais importante: No primeiro
dia de funcionamento, o novo Abrigo pode contar com duas jovens que se dedicavam
ao serviço do novo Abrigo: MARIA ZANON E LUZIA ZANON. A semente do voluntariado
estava plantada e não demorou a germinar, crescer e dar frutos. Em seguida veio
a jovem MARIA DE LOURDES RIBEIRO MARQUES. Logo depois vieram mais jovens a se
dedicar aos necessitados: ARLETE JORGE DE PAULA e MARIA DAS GRAÇAS VELOSO.
Elas faziam todos os trabalhos do Abrigo. Cozinhar, limpar,
lavar toda a roupa na mão, etc... O que deveria desanimar a qualquer um surtiu
efeito contrário. Em seguida foram chegando mais jovens para auxiliá-las.
No início, Srº. Leonides cuidava da ala masculina.
Outros baluartes voluntários trabalharam no Abrigo mais de 30 anos. Srº. Adalto Gaspareli e Srº. Ari Cândido. Embora recebessem seus
salários por trabalharem 44h semanais, trabalhavam de Domingo a Domingo sem ter
horário. O que regulava o horário era a necessidade do Abrigo.
Neste ano Jubilar a atual Diretoria do Abrigo fez justiça ao
voluntariado ao homenagear em uma ala recém reconstruída às “Irmãs Zanon” -
Maria, Luzia e Rosa (esta última não foi ser voluntária no Abrigo para cuidar
da mãe doente).
Com essa pequena homenagem, creio que a atual Diretoria
homenageia a todas e todos os voluntários (inclusive os esquecidos) que
disponibilizaram um pouco de seu tempo aos mais necessitados do Abrigo “José
Lima”.
Continua...








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